BRASIL está para os Estados Unidos, assim como Amanda está para Rosamaria.

BRASIL está para os Estados Unidos, assim como Amanda está para Rosamaria.

Bruno Voloch

13 Agosto 2018 | 08h41

Não adianta tapar o sol com a peneira. Não foi só falta de ritmo, justificativa alegada pela maioria, para explicar a previsível derrota do BRASIL para o time B dos Estados Unidos.

O que faltou foi bola mesmo.

Se não fosse Rosamaria, que finalmente resolveu correr atrás do prejuízo, o BRASIL teria levado um sonoro 3 a 0. Rosamaria não será titular, especialmente quando Natália e Garay voltarem, mas se perder para Amanda não vai ganhar de ninguém.

Foco, responsabilidade, condicionamento físico e dedicação. É o que Rosa precisa para ir ao Japão como quarta ponteira atrás de Drussyla.

A jogadora aproveitou bem a pequena oportunidade que apareceu a partir do terceiro set. Fez 12 pontos, 4 vezes mais do que Amanda. A insistência com ela, que insistem em dizem que é uma exímia passadora, é injustificável. Fica tão feio para Amanda como para a comissão técnica.

No mais o BRASIL deixou muito a desejar no bloqueio, Gabirú não funcionou como líbero e Roberta esteve numa manhã pouco inspirada.

Ainda bem que Kiraly deixou o time titular nos Estados Unidos, caso contrário o estrago seria ainda maior. A distância entre as duas seleções nunca foi tão grande.

É algo que assusta. Será preciso uma boa dose de paciência e torcer e muito pela rápida recuperação de Natália.