BRASIL, sob desconfiança, coloca em jogo ‘Senado’ e futuro de Renan no Mundial.

BRASIL, sob desconfiança, coloca em jogo ‘Senado’ e futuro de Renan no Mundial.

Bruno Voloch

12 Setembro 2018 | 08h24

Chegou a hora da verdade para Renan Dal Zotto.

A seleção brasileira estreia logo mais no campeonato mundial contra o Egito em Ruse, na Bulgária. Adversário sem tradição e que teoricamente não deve dar trabalho.

O BRASIL sob comando de Renan não emplacou, não convenceu e não conquistou nenhum título de expressão. Por essas e outras razões, fora a política interna com o ‘Senado’ ainda ditando as regras, não chega como favorito.

É um time que não tem identidade, padrão de jogo e titulares definidos. Renan não tem o grupo nas mãos. Perdeu moral quando cedeu e chamou Murilo.

Se redimiu parcialmente ao deixar o líbero fora do mundial, admitindo diretamente que errou. Não o suficiente.

O envolvimento com o ‘Senado’ explica a ida de Lipe, lesionado no cotovelo e sem as condições físicas ideais, atitude que desprestigia totalmente os outros ponteiros e deixa claro que Renan está politicamente fechado com os mais experientes da seleção.

Decisão arriscada que o futuro responderá se o técnico optou pelo caminho correto.

Fato é que só uma verdadeira transformação dentro da competição, contando com a sorte e ajuda dos adversários, salvaria esse grupo e colocaria o BRASIL em condições de disputar a medalha de ouro.

Mas o torcedor não deve se iludir e criar muita expectativa.

Só a tradição, nesse caso, não vai resolver.

A última vez que o BRASIL não apareceu no pódio foi em 1998, ou seja, há quase 20 anos, quando a Itália foi tri no Japão.