Camila Brait fora e Gabiru na seleção. Como pode?

Camila Brait fora e Gabiru na seleção. Como pode?

Bruno Voloch

27 de março de 2019 | 11h07

Há algo errado.

As quartas de final da Superliga mostraram, entre outras coisas, a recuperação física e técnica de Camila Brait.

A líbero de Osasco, quis o destino, fez seu melhor desde que retornou às quadras exatamente contra Barueri, de José Roberto Guimarães. Atuação quase que perfeita, como há muito não se via.

Camila, guardadas as devidas proporções, jogou tanto quanto Hooker. Obviamente os números da norte-americana acabam chamando naturalmente mais atenção. Mas os números de Camila não ficam atrás em termos de passe e defesa, fundamentos que fizeram sim a diferença para a classificação de Osasco.

A boa forma da líbero traz de volta a discussão em relação ao não aproveitamento dela na seleção brasileira.

Camila, verdade seja dita, até estava nos planos do técnico, mas disse abertamente que seu ciclo com a camisa do BRASIL tinha encerrado após o corte para a Olimpíada do Rio em 2016.

A realidade é preocupante e salta aos olhos.

Suelen tem lá suas credenciais, discutíveis, agora Gabiru é indefensável e nada contra a ponteira Gabiru, diga-se de passagem. Ela como ponta joga em qualquer time do BRASIL, Rio inclusive. Talento não falta. Ainda dá tempo de retomar.

Até mesmo Tássia, de Bauru, é superior na função. Natinha idem.

Só que o melhor caminho, deixando a vaidade de lado, seria tentar uma aproximação com Camila Brait. Tentar, o que é quase impossível, fazer a líbero entender que o passado não volta e que as portas estão abertas na seleção. Para isso entretanto, alguém precisaria dar o primeiro passo, e nesse caso a iniciativa teria que partir de José Roberto Guimarães.

Camila, dificilmente irá ceder, mas que ela daria outra cara a seleção, isso daria.

 

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