Campeã e fora do Praia, Claudinha diz que sabia da contratação de outra levantadora: ‘Serviu como incentivo’.

Bruno Voloch

26 de abril de 2018 | 08h28

Ganhou, não fez mais do que obrigação. Perdeu, culpa da Claudinha. No Praia, desde que a levantadora foi contratada em 2015, era esse o pensamento da maioria da torcida e dos associados do clube.

O título brasileiro conquistado no domingo passado tirou um ‘caminhão’ das costas da jogadora que viveu as últimas 3 temporadas  pressionada sob todos os aspectos.

Claudinha, conforme o blog antecipou, jogou a decisão contra o Rio já fora dos planos da comissão técnica e da diretoria ciente de que Carli Lloyd estava fechada.

Nesse papo com o blog a levantadora admitiu que tinha conhecimento do fato. Não escondeu a tristeza e a decepção. Claudinha reagiu e diz que a notícia de sua dispensa serviu como incentivo.

E que incentivo. Claudinha respondeu na bola e eleita a melhor em quadra na goleada por 4 a 0. A jogadora, por força de contrato, não pode falar ainda sobre o futuro.

Valorizada, o blog crava ela está a caminho de Osasco. E chegará com outro status e ainda mais responsabilidade.

O que representou para você a conquista da Superliga?

Foi minha segunda final de Superliga e primeiro título. Representou muito para minha carreira, pois me dá mais confiança de saber que estou no caminho certo.

Muita gente duvidava do seu potencial. Esse título foi uma resposta para aqueles que não acreditavam na Claudinha?

Esse título foi um resultado de equipe. Trabalhamos muito a temporada toda. Só quem está no nosso dia a dia sabe o quanto sou dedicada e amo minha profissão. A cada ano que passa a Claudinha amadurece mais.

E como foi sair de quadra como a melhor da final?

Nunca tive essa ambição de sair como a melhor da quadra. Meu objetivo é sempre dar o meu melhor e fazer todas jogarem. E o principal sair com a vitória. E nesse caso com o título. Mas quando soube que fui a melhor fiquei muito feliz. É claro que esse troféu de melhor em quadra não foi só meu. Foi uma preparação muito bem feita para essa grande final.

Como foi jogar uma final sabendo que seria seu último jogo pelo clube?

Quando soube da possível contratação de outra jogadora para meu lugar fiquei triste sim. Tenho alguns anos no Praia onde escrevi junto com essa instituição muitas histórias bonitas. Desde o primeiro ano de Superliga na história do clube até ao primeiro título.
Mas não levei isso como pressão e sim como um incentivo para lutar e assim coroar o trabalho de ambas as partes. Esse sempre será meu objetivo por todos os lugares que passar.

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