Campeã olímpica confirma volta às quadras na próxima temporada

Campeã olímpica confirma volta às quadras na próxima temporada

Bruno Voloch

26 Janeiro 2016 | 08h11

Carol Albuquerque, medalha de ouro nos jogos olímpicos de Pequim em 2008, vai voltar às quadras na próxima temporada.

A levantadora aceitou conversar com o blog e numa longa entrevista exclusiva  explicou porque decidiu se afastar do vôlei temporariamente.

Carol priorizou a família e aproveitou o tempo para ‘investir’ no tênis. A atleta tem se cuidado fisicamente e garante que não faltaram propostas e convites. Ela resistiu.

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A jogadora, de 38 anos, foi sincera como de hábito, disse que se sente realizada profissionalmente, mas que não esperava chegar ao ápice como atleta. Carol falou de seleção, do favoritismo no Rio e das suas apostas para a posição de levantadora.

Você abandonou mesmo a carreira ou deu apenas um tempo?
‘Preferi parar esse ano pois teria que sair de São Paulo onde minha família está e minha prioridade era ficar estar com eles. Mas voltarei para a próxima temporada’.
Não existe a possibilidade de você voltar?
‘Sim pretendo jogar algumas temporadas pois estou muito bem fisicamente e sentindo falta de competir. Em fevereiro irei jogar meu primeiro torneio da Federação Paulista de Tênis para sentir aquela adrenalina, frio na barriga e competir. É uma maneira de estar em forma pois assim treino tênis. Também faço academia todo os dias’.
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Você recebeu propostas?
‘Sim. Tive proposta de clubes aqui da superliga mas de fora de SP e de fora do país. Como disse minha prioridade esse ano foi ficar em São Paulo’.
A Carol é realizada profissionalmente?
‘Com certeza me sinto realizada pois consegui conquistar quase todos os títulos importantes. Fui campeã olímpica em Pequim 2008, campeã pan-americana em Winnipeg 1999, vários sul-americanos, superliga e vice campeã mundial. Faltou o mundial’.
Quando parar definitivamente pretende trabalhar com esporte?
‘Estou com alguns projetos sociais ligado ao vôlei’.
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Qual sua maior mágoa e maior alegria nesses anos dedicados ao vôlei?
‘Mágoa não tenho. Momentos difíceis mas que serviram para me fortalecer como atleta e pessoa. Alegria de ter conseguido chegar onde cheguei, conquistado os títulos mais importantes e meu filho me ver jogando desde pequeno mesmo ele não ter escolhido o vôlei como esporte. Estar jogando até então em alto nível com 37 anos (hoje Carol está com 38)’.
Muita gente não apostava que a Carol pudesse ir tão longe …
‘Eu também. Se me falassem quando nova que teria chegado onde cheguei não acreditaria pois era atacante e após virar levantadora foi onde consegui sucesso’.
Como você vê esse momento das nossas levantadoras?
‘Tirando a Dani Lins e Fabíola que já são experientes e rodadas as outras estão em processo de amadurecimento que para uma levantadora é fundamental’.
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Apostaria em alguém da nova geração?
‘Algumas estão num melhor momento nessa superliga até agora pelo que tenho acompanhado. Claudinha e Nayane estão fazendo uma excelente superliga’.
O BRASIL é o favorito ao ouro olímpico?
‘Com certeza por ser o País sede e por ter vencido as 2 últimas Olimpíadas. O BRASIL é o time que todos querem ganhar’.
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Quem foi o melhor treinador que você trabalhou na sua carreira?
‘Acho que um pouco de todos pois cada um tem o seu estilo de trabalho e de comando. Mas os mais vitoriosos e consagrados Zé Roberto e Bernardinho. Tive o privilégio de poder ser treinada pelos dois na seleção brasileira’.