Carol enfrenta ira da CBV e resistência dos atletas do vôlei de praia

Carol enfrenta ira da CBV e resistência dos atletas do vôlei de praia

Bruno Voloch

30 de setembro de 2020 | 09h28

Carol Solberg está isolada.

Isso dentro de quadra.

A atual gestão da CBV, Confederação Brasileira de Vôlei, enxerga nessa episódio a chance de recuperar a credibilidade perdida nos últimos acontecimentos envolvendo os recentes escândalos no vôlei.

Por isso exige pena máxima.

O blog apurou que a maioria dos atletas do vôlei de praia, independentemente da questão política, não apoiou a atitude da jogadora.

São poucas exceções.

Em off, o blog conversou com vários atletas, ex-jogadores e ex-parceiras dela inclusive. Todos afirmaram que Carol Solberg errou ao se manifestar publicamente contra o governo em evento patrocinado pelo Banco do Brasil.

‘Carol sabe as regras do jogo. Não condeno, mas não foi uma atitude impensada’, resume uma das pessoas ouvidas pelo blog.

A ameaça do Banco do Brasil de não renovar encerrar o patrocínio em 2021 é o maior receio. Ameaça real, diga-se passagem, e que deixaria o vôlei de praia descoberto financeiramente.

Ninguém irá se manifestar oficialmente.

Até aí nenhuma novidade.

O vôlei sempre foi assim.

Dentro e fora de quadra.

Na praia e principalmente na quadra. Não foram poucos os casos em que determinados jogadores, líderes na acepção da palavra, lideraram movimentos atendendo pedido dos próprios companheiros, na seleção ou nos clubes, e no fim viram os companheiros roerem a corda.

Não é, ou não parece ser o caso de Carol.

Pior do que não ter o apoio dos atletas da praia é ter que enfrentar a ira da CBV.

 

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