Caso Deja: assumir o erro é privilégio de poucos

Caso Deja: assumir o erro é privilégio de poucos

Bruno Voloch

17 de janeiro de 2020 | 09h58

Clube grande é assim.

A dispensa de Deja McClendon foi absolutamente normal.

Não tem essa de falta de respeito, peso na consciência ou coisa do gênero. Tudo bobagem.

O Minas agiu com profissionalismo e responsabilidade. Assumiu, ainda que tardiamente, que a contratação foi equivocada. Deja não tem nível para jogar a Superliga.

Dispensar estrangeiras no meio da temporada na Europa, por exemplo, quando as mesmas não vingam é corriqueiro.

No caso do Minas, com a Superliga em andamento e o prazo para as inscrições se encerrando, não caberia discutir, buscar o culpado ou os culpados e sim encontrar soluções.

Foi o que a diretoria fez.

E a única maneira de não comprometer a temporada seria liberando a jogadora norte-americana e trocando uma das estrangeiras, algo, por mais que soe estranho, natural dentro do processo de uma empresa.

Se o funcionário não corresponde, independentemente de quem tenha contratado, é preciso correr atrás de alternativas no mercado de trabalho. Foi o que o Minas fez.

A seriedade como o clube encara o esporte, todas com carteira assinada e sem qualquer antecedente ou pendência jurídica, sugere que Deja McClendon irá receber todo contrato firmado. Nada mais justo.

A chegada de Rabadzhieva deixa o Minas mais equilibrado e competitivo. A búlgara não é craque, mas é muito melhor tecnicamente que Deja, o que convenhamos não é difícil.

 

 

 

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