Caso Megan e Campeonato Brasileiro levantam questão para Superliga: jogos serão adiados?

Caso Megan e Campeonato Brasileiro levantam questão para Superliga: jogos serão adiados?

Bruno Voloch

03 de setembro de 2020 | 10h09

O protocolo de testes para Covid-19 ainda não saiu do papel no BRASIL.

O processo é lento e demorado, como de praxe acontece na CBV, Confederação Brasileira de Vôlei.

A entidade discute o tema por email e encontros virtuais. Os clubes, exceção de Campinas, não abrem mão que a entidade pague integralmente a conta.

A CBV não concorda e procura parceiros que possam bancar os testes.

Só que o caso recente envolvendo Megan Hodge levanta mais uma importante questão.

A norte-americana testou positivo para Covid-19. Hoje está recuperada. Se a Superliga já tivesse começado ou qualquer competição oficial gerenciada pela CBV, a atleta teria desfalcado o Minas.

A questão é saber o que será colocado e aprovado no famigerado protocolo envolvendo especificamente os jogadores que por acaso contraírem a doença, afinal ninguém está imune.

O correto seria adiar os jogos dos times que eventualmente tiverem atletas contaminados.

Os exemplos recentes no futebol servem como alerta, não como exemplo.

São dois mundos distintos, começando pela CBF.

Vários times que disputam as séries A e B registraram casos nas últimas semanas em seus respectivos elencos e entraram em campo desfalcados.

A diferença é que os elencos possuem em média cerca de 28 jogadores, sem contar com a base.

No vôlei não.

O prejuízo técnico é incomparável, independentemente de quem possa testar positivo, seja o segundo líbero ou oposto. Não há peças de reposição como no futebol.

O bom senso sugere que os clubes tenham o direito de solicitar o adiamento da(s) partida(s). Mas bom senso não é o forte dos ‘jênios’ que dirigem a Superliga.

Mas os clubes, especialmente da Superliga Feminina, apenas posam de unidos.

O discurso na teoria é um e na prática é outro. No fundo cada um olha para o próprio umbigo. A diferença dessa vez é que ninguém sabe quem poderá ser atingido.

 

 

 

 

 

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: