Cautela nunca é demais

Cautela nunca é demais

Bruno Voloch

24 de setembro de 2020 | 09h55

Não tenha medo, cautela, sim. Não tenha pressa, tenha tenacidade.

Existe um tempo para ousadia e um tempo para cautela, e o técnico precisa saber o momento de cada um deles.

O retorno do vôlei está sendo igual para todos.

Ninguém, entre homens e mulheres, jamais ficou tanto tempo sem jogar. Os 6 meses de inatividade exigem cuidados especiais principalmente na parte física.

Não há diferença nesse caso para masculino, feminino, times grandes ou pequenos.

O futebol, guardadas as devidas proporções, serve como exemplo. Pouco mais de um mês após o início do Brasileirão, os clubes de todas as divisões sofrem rodada a rodada e perdem jogadores com lesões musculares. Isso sem contar com a ameaça da Covid-19, caso do Flamengo, literalmente contaminado.

No vôlei, os times paulistas, em tese, saem na frente dos demais porque já estão em atividade. O único campeonato estadual, na acepção da palavra, garante o que seria a pré-temporada.

O resto vai para o risco.

E não tem jeito.

É positivo o que se tem visto até agora em São Paulo. Muita cautela dos técnicos priorizando a saúde dos envolvidos, leia-se, os jogadores. Na abertura do torneio feminino, a mesma coisa.

Prudência.

Evidente que nem todos, por razões orçamentárias, podem rodar o elenco, mas o grau de exigência nesse início de temporada não é o mesmo. E nem poderia.

O ‘novo normal’ entretanto, é bom que se diga, não diminui a obrigação de Taubaté e Bauru, favoritos ao título paulista.

 

 

 

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