CBV empurra para os clubes testes da Covid-19, mas economizou cerca de R$ 3 milhões sem finais da Superliga

CBV empurra para os clubes testes da Covid-19, mas economizou cerca de R$ 3 milhões sem finais da Superliga

Bruno Voloch

24 de agosto de 2020 | 08h23

Não deverá ser tão simples para a CBV, Confederação Brasileira de Vôlei, a reunião virtual com os clubes, seus respectivos representantes e médicos.

Os ‘jênios’ que dirigem a entidade terão trabalho para empurrar a conta dos exames para Covid-19.

O blog apurou que a CBV economizou cerca de R$ 3 milhões com a paralisação da Superliga em março. No mínimo 30 jogos deixaram de ser realizados, levantamento básico.

Só para se ter uma noção, os custos da arbitragem são de R$ 5 mil por partida. Isso sem contar deslocamentos, estrutura, passagens aéreas, hospedagem, video challenge e organização das finais. A fase de classificação da Superliga Masculina ainda não tinha sido encerrada e os playoffs da Superliga Feminina sequer foram realizados.

Portanto, caixa tem.

Até quando ninguém sabe, porque administrar não é o forte da atual gestão.

E mais: o blog tem informações que o Banco do Brasil, um dos patrocinadores, pagou todo contrato referente ao ano de 2020 mesmo que a CBV, por motivos óbvios, não tenha entregado os produtos como a VNL, por exemplo. A entidade não teve gastos com as seleções de base e adulta que não treinaram em Saquarema por causa da pandemia.

Essa pelo menos foi a versão oficial da entidade.

Na praia idem.

Estima-se que algo em torno de R$ 30 milhões tenha passado pelos cofres da CBV.

Segundo consta, esse valor já estaria comprometido para 2021.

Diante disso, os clubes, seus respectivos representantes e patrocinadores vão precisar ser muito frouxos ou incompetentes, superar a CBV nesse aspecto, se saírem da reunião de mãos vazias assumindo integralmente a responsabilidade dos exames para Covid-19.

 

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