CBV faz mea-culpa, responsabiliza comercial do Banco do Brasil e indica manutenção técnica nos pisos

CBV faz mea-culpa, responsabiliza comercial do Banco do Brasil e indica manutenção técnica nos pisos

Bruno Voloch

11 de novembro de 2020 | 16h12

A crise está aberta entre CBV, Confederação Brasileira de Vôlei, e o Banco do Brasil.

A insatisfação dos clubes, árbitros e jogadores, conforme o blog antecipou, fez a entidade se manifestar sobre a polêmica nos pisos instalados nas quadras do BRASIL afora por exigência do marketing do Banco do Brasil.

Não oficialmente.

O piso é chinês e representado no Brasil pela Recoma. O material é de segunda linha. Nada comparado ao Gerflor francês e oficial da FIVB, Federação Internacional de Volei, nas competições.

No passado o BRASIL adotava Mondo e Taraflex, muito superiores em relação ao atual modelo estipulado pelo marketing do Banco do Brasil.

O blog teve acesso ao email interno enviado por Cilda Marvila e assinado por Renato D’Avila. Os supervisores dos 24 times participantes da Superliga receberam o seguinte comunicado:

De: Cilda Marvila D’Angelis cilda@volei.org.br>
Data: 11 de novembro de 2020 12:07:43

Cc: Renato D’Avila renato@volei.org.br>

Assunto: Pisos Superliga

‘Prezados Supervisores,

Estamos no início de mais uma temporada da nossa Superliga e experimentando uma grande novidade. Os novos pisos oficiais da Superliga. Como pude explicar em algumas reuniões nossas, esta iniciativa visou renovar o estoque de pisos da CBV, equilibrar as condições de jogo com pisos nas mesmas condições e atingir como resultado final melhor performance para todos, além de viabilizar a ajuda financeira para todas as equipes no valor de R$ 60.000,00 (sessenta mil reais).

Para atingir a este objetivo, foi necessário conquistar recursos para a execução de um projeto, que se propôs a trocar de uma só vez, todos os 24 pisos usados na Superliga Banco do Brasil 2020/2021. E com isso, foi realizado o acordo com a BB Seguros e conseguimos adquirir os novos pisos, que deveriam já ter sido usados nos play offs da temporada passada, o que, como todos sabem, não foi possível. Assim sendo, o uso e a instalação dos novos pisos se tornou uma entrega comercial ou uma contrapartida, como uma marca na camisa ou uma placa de quadra, em troca da ajuda financeira aos clubes.

Tivemos alguns percalços iniciais, como medidas dos tapetes amarelos menores em alguns pisos, que foram resolvidos. Porém, os episódios de pisos excessivamente escorregadios registrados no Rio de Janeiro e em outros locais, nos chamou atenção e acionamos a Recoma para que ela preste assistência técnica nos casos que detectamos. Pedimos a todos que usem os pisos novos inclusive nos treinos, deem a manutenção indicada pois quanto mais usado o piso for melhor teremos o necessário feedback para ajustes e decisões, claro, sem abrir mão da segurança dos praticantes que deve sempre, vir em primeiro lugar.

A empresa recoma estará visitando os clubes para saber a real condição do piso e a informação que temos é que com o uso ele melhora’. 

 Agradeço a compreensão e colaboração de todos,

 Forte abraço.

 Renato D´Avila

Superintendente de Competições de Quadra

CBV

Av. Salvador Allende, 6.555/Pavilhão 1 portão B, Riocentro

Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, RJ

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