CBV: O que é ruim sempre pode piorar

CBV: O que é ruim sempre pode piorar

Bruno Voloch

17 de agosto de 2015 | 13h08

O vôlei brasileiro sempre pode ser orgulhar das categorias de base.

Era o nosso diferencial. Era.

Hoje não é mais.

O péssimo desempenho da seleção feminina infanto-juvenil no mundial da categoria no Peru ainda repercute negativamente.
O BRASIL simplesmente despencou.
brasil 2
Saiu do bronze de 2013 para o 11º lugar em 2015,  ou seja, a pior campanha na história do mundial que é jogado desde 1989.
4 míseras vitórias em toda a competição. Uma delas contra a Bélgica, que deixou a seleção em 11º lugar.
Desde 2009 o BRASIL não é campeão.
brasil 1
As autoridades se calam. Pior. Os responsáveis, em tese os dirigentes da entidade, não aparecem.
Se não aparecem, consequentemente não cobram. E se não cobram, ninguém é responsabilizado.
Se ninguém é responsabilizado, a tendência é que tudo continue como está.
O maior exemplo é a política atual aplicada na CBV, Confederação Brasileira de Vôlei. Ex-jogadores e treinadores ganham salários astronômicos, acima do mercado (cerca de R$40mil) e se agarram aos cargos de confiança que exercem sem o compromisso indicado.
É preciso criar canais inovadores. Falar e agir. Comunicar o que está acontecendo, quais as dificuldades enfrentadas, e, ao mesmo tempo, ouvir quais as prioridades, se é que existem.

A CBV comete um erro terrível ao permanecer calada.

ac7df8b212e3474c888ccd59a9d4e5c5_toroca

Age como se os recentes resultados, incluindo a Liga Mundial, fossem normais, ou seja, acidentes de percurso.

A sensação é que não há responsabilidade, não há compromisso com o que é feito.

 

 

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: