CBV rechaça crise, não abre mão do controle da Superliga e promete transmissão pela internet.

CBV rechaça crise, não abre mão do controle da Superliga e promete transmissão pela internet.

Bruno Voloch

22 Fevereiro 2017 | 08h03

Ricardo Trade, Superintendente da Confederação Brasileira de Vôlei, procurou o blog. O dirigente leu a reportagem com Vittorio Medioli, presidente do Sada/Cruzeiro.

Baka defendeu a CBV, esclareceu alguns pontos, disse que a entidade não vai perder o controle da Superliga, falou da escolha de Renan Dal Zotto para a seleção, o fracasso da arbitragem na competição e garantiu que na próxima temporada alguns jogos serão transmitidos pela internet.

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A palavra crise foi rechaçada por Baka:

‘Não há crise na Superliga. Pode haver uma ou outra insatisfação, mas nós na CBV estamos sempre dialogando com todos os envolvidos, principalmente os clubes. A Superliga é uma das mais estimadas ligas esportivas, a mais importante hoje no Brasil, elogiada inclusive pela FIVB’.

Baka fez questão de elogiar Vittorio Medioli:

‘Vittorio Medioli é uma pessoa extremamente importante, prefeito de Betim e possível candidato a governador, bem sucedido como empresário e na condução dos seus projetos no esporte, à frente de uma equipe vitoriosa como o SADA/Cruzeiro, que hoje domina o cenário do vôlei masculino no Brasil e até mesmo no mundo. Eu mesmo já vivi situação semelhante, como supervisor e gestor da Sadia, que foi tricampeã paulista, tricampeã brasileira, tricampeã sul-americana e campeã mundial. O SADA Cruzeiro faz mesmo um trabalho incrível, e aqui a gente também deve ressaltar a competência do treinador, o Marcelo Mendez é um profissional excelente, com quem os jogadores adoram trabalhar’.

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A arbitragem, bombardeada por 100% dos clubes da Superliga, foi defendida por Baka:

‘Questões ligadas à arbitragem a gente sempre vai ver em qualquer esporte, mas a COBRAV, liderada pelo presidente Carlos Rios, o Carlão, é muito ativa, pronta para fazer qualquer ajuste que se faça necessário. Não podemos aceitar que se suspeite de má-fé. E também não podemos aceitar a acusação de que temos gente preguiçosa aqui na CBV. Temos profissionais com 30, 40 anos no esporte, sempre se atualizando, e que se dedicam integralmente ao desenvolvimento do voleibol e da Superliga, que chegam cedo e trabalham até de noite, nos sete dias da semana, como é natural para quem trabalha num esporte com calendário extenso como o nosso’.

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O video check, exigido e cobrado pela maioria, pode estar chegando:

‘Quanto ao desafio, ou vídeo check, estamos em parceria com uma empresa brasileira para desenvolver uma tecnologia nacional, esperamos já fazer alguns testes nesta Superliga para que possamos usar na edição 2017/18. Ainda teremos que definir custos para saber quantos jogos serão contemplados, mas caminhamos neste sentido e sem volta’.

A CBV está aberta ao diálogo mas se engana quem pensa que a entidade pensa em abrir mão do controle da Superliga:

‘Precisamos ouvir os clubes, mas vamos sempre cuidar nós mesmos da Superliga, e promovê-la, e manter seu controle. Temos bons exemplos, a Itália nos oferece algumas ideias, mas também eles buscam exemplos aqui. Temos uma parceria com o Comitê Brasileiro de Clubes, desenvolvendo dois projetos de captação de recursos para a realização do Campeonato Brasileiro de Clubes de base. Estamos entrando com os projetos junto ao Comitê, que é a entidade que representa os clubes brasileiros, mas a ACV com certeza, como representante de oito clubes da Superliga masculina, sempre será ouvida nesta condição e estamos abertos a parcerias.’

A boa notícia é que a partir da próxima temporada a Superliga, segundo Baka, terá jogos transmitidos pela internet, outra reclamação dos clubes. Tudo sob controle do site da CBV e não dos clubes e suas páginas oficiais:

‘Estamos analisando um diagnóstico da Superliga, feito por uma empresa contratada pela CBV, que é a CSM, uma gigante mundial em gestão esportiva, e trabalhando num planejamento estratégico para as próximas quatro temporadas. Naturalmente, vamos trabalhar nisso juntamente com os clubes da Superliga nos naipes masculino e feminino. Então, já para a temporada 2017/18, devemos ter transmissões de um número significativo de jogos pela internet, em nossos canais de comunicação, seja nosso site ou nossa página do Facebook, por exemplo. Na recente negociação de renovação do contrato com a televisão, válido por quatro anos, recuperamos o direito de transmissões pela internet, que é um ativo muito importante para nós. Vamos fazer a transmissão com qualidade, link dedicado, com um padrão que se assemelhe ao da televisão. Precisamos dos internautas, e em nosso plano estratégico estamos contemplando este público. Ainda estamos definindo quantos jogos vamos fazer, isso depende de orçamento, mas vamos poder equilibrar: se um clube tem poucas transmissões pela TV, poderá ter mais jogos com exibição pela internet’.

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Por fim, Baka rasgou elogios ao novo técnico da seleção masculina Renan Dal Zotto:

‘Sobre a indicação de técnico da seleção brasileira, esta é uma prerrogativa que cabe à entidade dirigente da modalidade, no nosso caso a CBV. O Renan Dal Zotto é um profissional de enorme capacidade técnica, sem falar na experiência de gestor que ele também carrega. Para chegarmos a seu nome fizemos um trabalho de intensa discussão’.