Clubes despertam e sem CBV, sob risco de perder parceira aérea, discutem novo formato para Superliga

Clubes despertam e sem CBV, sob risco de perder parceira aérea, discutem novo formato para Superliga

Bruno Voloch

10 de agosto de 2020 | 08h57

Os clubes, enfim, se coçaram.

Perceberam, ainda que tardiamente, que não podem depender dos ‘jênios’ que dirigem o vôlei brasileiro, ainda mais depois dos recentes episódios.

Conclusão que qualquer aluno do ensino infantil teria chegado.

A GOL, empresa aérea, ainda não renovou oficialmente contrato com a entidade. Se fizer, será em termos diferentes do anterior, algo perfeitamente compreensível não só por causa da pandemia, mas principalmente pela risco da parceria envolvendo aqueles que assinam pela gestão atual.

O bom e velho ônibus é a primeira opção.

Por sinal, alguns times já usam essa alternativa. As viagens, dependendo do deslocamento, podem ser mais longas, mas em muitos casos acabam sendo mais confortáveis e menos desgastantes para os jogadores.

Outra questão é o calendário e a fórmula de disputa da Superliga.

A CBV, Confederação Brasileira de Vôlei, não se pronuncia. E é melhor mesmo que não faça. Se não teve capacidade de garantir que as seleções se fechassem em Saquarema, que dirá montar uma logística para 24 times durante a pandemia.

Essa semana as reuniões virtuais terão sequência.

Boa parte, onde aparecem os ‘jênios’ acomodados e cansados dos clubes, ainda acredita na fórmula ultrapassada e cansativa que rege a Superliga até hoje. Só que não vai funcionar. Nem todos os estados estão liberados e mesmo aqueles autorizados podem ser brecados a qualquer momento.

Não se tem garantia de nada, ainda mais no BRASIL.

O melhor seria voltar no tempo e fazer o campeonato em forma de circuitos jogando uma semana em determinada localidade. E assim por diante. Minimizar custos e se fechar, como a NBA, num local seguro, embora em termos de BRASIL isso seja quase impossível.

A questão é a vaidade dos dirigentes, especialmente dos clubes grandes.

É nessa hora que se vê que cada um pensa apenas em si. É nesse hora que se vê a falta que faz um gestor de verdade na CBV, uma pessoa que seja do ramo.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: