Como nos velhos tempos.

Como nos velhos tempos.

Bruno Voloch

13 Setembro 2018 | 17h40

O segundo jogo do BRASIL no mundial, o primeiro de verdade, explica porque Renan fez tanta questão de levar Lipe, lesionado no cotovelo, para a competição.

Preservado e guardado a sete chaves, Lipe foi decisivo na surpreendente vitória por 3 a 2 contra a França.

Deixando a empolgação natural de lado e analisando friamente o jogo, a conclusão é que Ngapeth, quem diria, ajudou a entregar. O craque francês parou no fim do tie-break quando a França caminhava para virar a partida e ganhar do BRASIL. De novo.

Mérito de Lipe que se agigantou na rede e do bloqueio brasileiro, disparado o melhor fundamento da seleção.

O surpreendente resultado justifica plenamente a euforia da maioria dos jogadores após a partida, afinal a França cansou de bater no BRASIL nos últimos anos.

Sob comando de Renan o saldo era negativo.

Era e continua, mas a quebra do tabu acontece no momento mais apropriado. Foi uma vitória como nos velhos tempos quando quem estava do outro lado da quadra respeitava a tradição do BRASIL.

A questão é saber como o time se comportará daqui em diante e fundamentalmente se os adversários irão enxergar a seleção brasileira da mesma maneira.