Como num passe de mágica, dinheiro aparece e Curitiba pede assinatura das jogadoras. E aí, CBV?

Como num passe de mágica, dinheiro aparece e Curitiba pede assinatura das jogadoras. E aí, CBV?

Bruno Voloch

13 de julho de 2020 | 09h03

Não há graus de vaidade, apenas graus de habilidade em disfarçá-la.

Nada surpreende a dois dias da suposta data estipulada pela CBV, Confederação Brasileira de Vôlei, para os clubes que pretendem jogar a Superliga apresentem a tal Declaração de Regularidade Financeira.

O blog apurou que Curitiba Vôlei, aquele mesmo que vende imagem de bom moço e se viu recentemente envolvido em acusações de maus-tratos, falta de pagamento e racismo, que culminaram com a saída do patrocinador, resolveu se mexer.

No fim de semana, até onde o blog chegou, as jogadoras receberam email pedindo assinatura dando baixa nos débitos da temporada passada.

Como num passe de mágica, o dinheiro aparece.

É o famoso ‘engana trouxa’.

Tudo devidamente articulado.

O blog tem informações que alguns empresários, influentes e próximos a diretoria do Curitiba, estariam exigindo que suas respectivas atletas assinem o documento, devidamente copiado ao blog, independentemente de aceitarem ou não com os termos inseridos.

3 delas, que pediram para manter o nome em sigilo com medo de represália, entraram em contato com o blog. Não concordam e não querem assinar.

Confessam entretanto que os próximos dias serão de pressão.

O maior ato de coragem é tomar uma decisão.

Está nas mãos delas.

Já a CBV, cada vez mais isolada e perdendo prestígio com os atletas, não pode fazer vista grossa como de hábito e precisa estar atenta aos movimentos. Se esforçar pelo menos para fazer cumprir o regulamento sem brechas e privilégios.

Seja primo pobre ou primo rico, ainda que disfarçado de pobre nesse caso.

A conferir.

 

 

 

 

 

 

 

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