Confie, desconfiando. Taubaté, de Castellani, não sai do lugar.

Confie, desconfiando. Taubaté, de Castellani, não sai do lugar.

Bruno Voloch

13 de dezembro de 2018 | 08h04

Uma no cravo, outra na ferradura.

Taubaté prova rodada a rodada e jogo após jogo que não é confiável. Isso independentemente de onde atue, seja fora ou em casa. É um time capaz de vencer o Sesi com autoridade e na partida seguinte cair bisonhamente de 3 a 0 diante da torcida para o Cruzeiro.

Responsabilidade do técnico Castellani que não tem comando e não define os titulares. Um grupo de qualidade, que não consegue dar o melhor e vive sob desconfiança.

((Foto: Rafinha Oliveira/EMS Taubaté Funvic))

A realidade é que Taubaté não sai do lugar.

Castellani não se define e se perde nas obrigações com os argentinos Uriarte e Conte. Algo que fica evidente e o treinador através de suas ações não esconde.

O levantador é o ‘queridinho’ do técnico, enquanto já ficou claro que Taubaté anda e rende muito mais com Rapha em quadra. Os próprios jogadores preferem Rapha como titular.

Sempre que pode encontra uma maneira de colocar Conte, o segundo protegido.

No lugar de quem pouco importa, até porque não existe critério e o que conta é a amizade. Contra o Cruzeiro, por exemplo, Douglas Souza e Lucarelli saíram para Conte jogar e o ponteiro argentino não resolveu nada.

A indefinição chegou a saída de rede onde Castellani conseguiu a proeza de tirar a confiança de Vissoto. Ele e Abouba, bom jogador por sinal, se revezam na posição sem que haja uma definição do titular.

Por essas e outras o melhor que o torcedor de Taubaté deve fazer é torcer pelo fim da temporada, a saída de Castellani e enquanto isso confiar, desconfiando.

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