Constatações e consequências da seca do BRASIL

Constatações e consequências da seca do BRASIL

Bruno Voloch

14 de julho de 2019 | 10h24

Além dos prejuízos e do sofrimento causados pela seca prolongada, a derrota para os Estados Unidos e o desempenho na fase final da VNL em Chicago deixaram importantes lições para o futuro da seleção brasileira.

3 jogos no tie-break, duas derrotas e uma vitória contra o inexpressivo Irã.

A eliminação precoce na semifinal da VNL mais fácil da história deixa claro entre outras coisas que Leal não é a solução de todos os problemas do time como a maioria imaginava. É claro que foi apenas o primeiro torneio oficial dele com a camisa do BRASIL e seria covardia responsabilizá-lo pelo fracasso em Chicago.

Leal porém não rendeu o esperado e ficou abaixo da expectativa.

Ficou evidente porém um certo desconforto de determinados jogadores com a presença dele entre os titulares e de Leal com a comissão técnica que invariavelmente sacou o ponteiro por causa do passe para a entrada de Maurício Borges. Mas não foi só com ele.

Renan adotou um estilo diferente, corajoso e tolerância zero. Trocava as peças sem se preocupar com os senadores, vide o caso de Bruno, ou passado desse ou daquele na seleção. É um ponto positivo.

Negativo é que o treinador está mal assessorado.

É constrangedor ver os pedidos de tempo dos adversários e do BRASIL.

Para se ter uma noção do disparate, o levantador Christenson, craque de bola, tinha à disposição no tablet toda a parte tática e movimentação ao fim de cada set. As imagens cansaram de flagrar o jogador estudando e acompanhando os números depois de casa set.

Os integrantes da comissão se limitam ao tradicional ‘vamos nessa’, ‘rodar de primeira’, ‘paciência galera’. Não existe ajuda. Marcelo Fronckowiak fez falta. Renan, até pensando na própria sobrevivência, deveria pensar em mudanças para ontem porque está mal assessorado.

O aproveitamento do BRASIL no bloqueio foi ridículo contra os Estados Unidos. 4 pontos em 5 sets.

Mas foi a recepção com o famoso saque flutuante que minou de vez as chances da seleção na partida. A incapacidade de neutralizar o saque dos Estados Unidos evidencia a fragilidade do passe brasileiro.

Ambos os casos evidenciam a incompetência daqueles que sentam no banco e são em tese responsáveis pelos respectivos fundamentos no dia a dia.

O que o BRASIL fez muito pouco em Chicago para merecer sorte melhor.

 

 

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