Contra fatos não há argumentos.

Contra fatos não há argumentos.

Bruno Voloch

17 Agosto 2018 | 08h23

Era simples.

Não dá para dizer que José Roberto Guimarães tenha se convencido de vez que Amanda não serve para jogar na seleção. Tanto é que o treinador não resistiu e cedeu à tentação em determinadas passagens do terceiro jogo entre BRASIL e Estados Unidos, novamente vencido pelas norte-americanas.

A leve recaída do técnico foi boa por um lado. Ele viu no que deu em quadra quando Amanda foi usada. Ele e todo ginásio.

Fato é que pela mudanças feitas antes da partida a terceira derrota não foi tão feia assim.

Mérito dele que escalou um time com cara de seleção.

Dani Lins, Tandara, Adenízia, Thaísa, Rosamaria e Gabi. A derrota por 3 a 2 não pode ser necessariamente atribuída a falta de ritmo, justificativa irritantemente comum e que se enquadra em alguns casos somente, como Dani e Thaísa.

A evolução se deve muito ao fato de José Roberto Guimarães ter barrado Amanda, ter usado Rosamaria e ao crescimento de Gabizinha.

O mesmo não dá para dizer de Gabirú que não vingou como líbero e entregou o último ponto. Paciência, até porque não tem outra e condições de jogo.

Kiraly, diga-se de passagem, deu uma mãozinha ao deixar de fora a ponta Bartsch, jogadora que se garantiu no mundial com as atuações convincentes no BRASIL. Mas nem assim a seleção venceu.

Sem exageros porém de dizer que o saldo foi positivo.

Terminar a série perdendo no Rio seria péssimo no aspecto emocional. Terá sido uma semana jogada fora porque como já foi dito anteriormente não era necessário testar o que todo mundo já sabia.

A esperança é que a comissão aproveite a passagem pelo Rio para deixar Dani, Thaísa e Gabizinha jogarem outro jogo inteiro e dar confiança a Rosamaria.

Contar com a generosidade de Kiraly não seria nada mal.

Aliás, convenhamos que o técnico norte-americano viveu ontem em Uberaba seu dia de José Roberto Guimarães. Essa tal de Lee lembra Amanda que ninguém sabe como foi parar na seleção.