Convocação política, estratégia e escolhas erradas da comissão técnica indicavam fracasso da seleção na VNL.

Convocação política, estratégia e escolhas erradas da comissão técnica indicavam fracasso da seleção na VNL.

Bruno Voloch

08 Julho 2018 | 18h23

A seleção masculina repetiu exatamente a mesma performance da seleção feminina e saiu da VNL de mãos abanando. Despedida melancólica e nova derrota de 3 a o dessa vez para os Estados Unidos.

Mas ninguém esperava nada diferente.

Que Renan não tem competência para dirigir a seleção todo mundo sabe.

É fato.

Diferente do que se supunha no início, A VNL serviu também para mostrar que o treinador está mal assessorado. É muita informatização, todos andam atrelados a notebooks e fios, e pouca ação na prática.

Aqueles jogadores, tadinhos, que buscam alternativa nos pedidos de tempo, ouvem no máximo o conhecido ‘vamos galera’. Ajuda não existe.

Isso sem contar no erro de planejamento que fez a seleção chegar em condições precárias na França, bem abaixo dos adversários. O BRASIL se arrastou fisicamente. E sem essa de culpar as viagens.

Desde o início a CBV, Confederação Brasileira de Vôlei, sabia do caminho que seria percorrido, ou seja, não dá para se agarrar a essa justificativa.

Rússia, França, Estados Unidos e até a Itália, que quase se classificou, usaram algumas etapas para experimentar novos jogadores, dar bagagem para outros tantos e pouparam suas principais peças.

O BRASIL não.

Não porque Renan não tem confiança, é subordinado aos caprichos do ‘senado’ e falta ao BRASIL material humano. Se fizesse isso a seleção corria sério risco de não jogar as finais em Lille.

Se bem que entre não jogar as finais e fazer esse papel talvez fosse melhor ficar em casa mesmo.

Que a VNL sirva de lição. Nada acontece por acaso.

E o alerta serve também para a seleção feminina.

O BRASIL precisa urgente de renovação.