Crise financeira atinge arbitragem que ameaça CBV, cobra aumento e exige cota de patrocínio da SKY.

Bruno Voloch

03 Janeiro 2018 | 08h17

É gravíssima a crise financeira na CBV, Confederação Brasileira de Vôlei.

Como se não bastasse a insatisfação dos jogadores da seleção brasileira, como os prêmios atrasados desde o ano passado, agora os árbitros também resolveram se manifestar.

A Associação de Árbitros do Estado de São Paulo, via Dalmir Medeiros, cobra aumento na taxa paga por jogo e participação na cota de patrocínio recebida pela CBV através da SKY.

O blog teve acesso ao documento.

A SKY, segundo consta, paga R$ 150 mil para comercializar a marca no uniforme dos árbitros. Nenhum valor até hoje teria sido repassado aos envolvidos.

A CBV, ainda segundo o ofício, teria prometido solucionar a questão até 31 de dezembro e não cumpriu com a palavra alegando não ter como repassar o valor.

Os árbitros ameaçam não usar mais o uniforme atual e apitar com camisas brancas sem qualquer logotipo.

A Associação cobra da CBV a recomposição das perdas monetárias da taxa de arbitragem da Superliga. Nada é feito ou alterado desde 2015.

O regulamento da Superliga fala em R$ 600,05 para os árbitros internacionais e R$ 460,50 para os nacionais. Cada juiz de linha recebe R$ 258,17 por jogo e apontador R$ 307,02.

O delegado ganha mais do que qualquer um com R$ 676,84.

A CBV, consultada sobre os temas pelo blog, ainda não se manifestou oficialmente.