Crise política e financeira pode acabar com o vôlei no Fluminense.

Bruno Voloch

02 de fevereiro de 2018 | 08h31

Não será surpresa se o Fluminense fechar as portas após a Superliga 2017/18.

A crise financeira é uma das mais graves da história. O Fluminense está atolado em dívidas, tem sérios problemas para manter os salários do futebol em dia, sofre com ações na justiça e continua perdendo seus principais jogadores.

Como se não bastasse o momento político é adverso. O presidente Pedro Abad é questionado, perde força e perseguido pela torcida.

Os conselheiros mais influentes pressionam o atual mandatário. Boa parte exige sua renúncia. Pedro Abad vai se segurando como pode e perdendo apoio de todos os lados. Anda cada vez mais isolado nas Laranjeiras.

Ainda que o vôlei tenha vida ‘independente’, ver o futebol sofrendo o juntando os cacos desagrada a maioria. O pensamento é que todos os recursos sejam colocados e investidos na recuperação do futebol.

O filme é velho e conhecido. Já passou no Flamengo e Vasco nos anos 2000. O vôlei não resistiu por muito tempo.

Abad, segundo o blog apurou, se for voto vencido como indica, tentará convencer seus poucos aliados a manter o vôlei na disputa da Superliga da próxima temporada mesmo que seja com um time bem mais modesto que o atual.

Sexto colocado na competição, a equipe, longe da turbulência política, enfrenta hoje Barueri, de José Roberto Guimarães.

 

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