Cruzeiro não foi o mesmo. Taubaté também não.

Cruzeiro não foi o mesmo. Taubaté também não.

Bruno Voloch

08 de abril de 2018 | 08h29

Não dá para chamar de zebra a vitória de Taubaté diante do Cruzeiro em Contagem. Surpreendente sim, até porque Taubaté jamais havia conseguido vencer o adversário fora de casa.

E mais. Não seria nenhum absurdo se Taubaté tivesse feito 3 a 0.

O resultado de 3 a 1 entretanto se encaixa melhor e retrata com mais clareza o que foi a partida.

Independentemente do que viveram na fase de classificação da Superliga, querendo ou não, trata-se do confronto entre primeiro e quarto colocados.

Não dá porém para desprezar um time que tem no elenco Rapha, Wallace e Dante. A diferença, uma delas, é que nesse primeiro jogo especificamente, Solé e Ivovic jogaram bem, algo raro até então, especialmente em relação ao ponta sérvio.

Taubaté era o favorito para estar na final contra esse mesmo Cruzeiro. Quando perdeu Lucarelli, ficou sem o mesmo prestígio e passou a ser visto com outros olhos pelos adversários.

Natural. Perigoso também.

Time solto, sem responsabilidade e pressão.

Obrigação era toda do Cruzeiro.

Era não.

Continua sendo. É o preço que o Cruzeiro paga até hoje.

 

 

 

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