Dani Lins critica falta de ética do Pinheiros e valoriza penta de Osasco

Bruno Voloch

25 Outubro 2016 | 09h01

Ela é peça-chave no esquema do técnico Luizomar de Moura. Foi uma das poucas remanescentes da temporada passada e assumiu definitivamente o papel de líder do time dentro e fora de quadra.

Dani Lins sabe que a responsabilidade é grande e no primeiro ‘teste’ na nova função foi aprovada com êxito.

Dani-Lins1

A levantadora da seleção brasileira falou com o blog e contou os bastidores da decisão do Campeonato Paulista. Dani falou ainda da expectativa para a Superliga e de suas apostas para a posição.

Como foi ‘sair do buraco’ na decisão do Campeonato Paulista?

Foi muito bom dar a volta por cima depois de um primeiro jogo contra o Pinheiros onde não comparecemos. Sabíamos que não poderíamos errar tanto. Foram 42 pontos de graça. É muita coisa para um 3×1. Mas conseguimos fazer um ótimo jogo na volta e mostramos nosso verdadeiro potencial.

Por que um Osasco tão diferente nos dois jogos?

Aquele primeiro jogo mexeu muito com a gente. Faltou tudo. Não tivemos agressividade para jogar e fomos extremamente passivas deixando elas ditarem o ritmo da partida. Deu no que deu. Nossa torcida é diferente e foi determinante no segundo jogo. Tivemos atitude. Não dava para pensar na hipótese de decepcionar aquele público que lotou o ginásio.

A gente percebeu você ‘mordida’ a partir do terceiro set. O que aconteceu?

É verdade. O que eu lamento é a falta de ética da equipe do Pinheiros. Percebi no terceiro set que o estatístico, que estava do lado de fora, observava as minhas jogadas e passava pelo rádio para o Paulinho (técnico) indicando onde suas jogadoras iriam sacar. Quando reparei esse absurdo fiquei muito irritada. O árbitro não poderia fazer nada então me revoltei  junto com as meninas do meu time. Ele fingiu que nem era com ele. Mas nem assim o Pinheiros conseguiu ganhar. Para mim isso é jogo sujo. Graças a Deus não me atrapalhou em nada, pelo contrário, me deu mais força e raiva pra jogar melhor.

O que mudou tanto em Osasco nesse curto espaço de tempo?

Nossa atitude de ter que errar menos e querer trazer mais um titulo para o Vôlei Nestlé.

Osasco-vence

Qual a importância desse título para o time antes da Superliga?

A gente sabe que a realidade da Superliga é outra e bem mais competitiva. Mas sem dúvida que o título estadual nos dá moral e mais motivação para começar bem a competição.

Não ser favorito ao título é bom ou ruim?

Em tese acho até interessante ‘correr por fora’. Temos um time com muitas meninas novas e é bom deixar a gente no nosso cantinho, trabalhando diariamente com dedicação, empenho e muito unidas. O ambiente é ótimo e propício para resultados positivos. Osasco é grande demais e sempre será lembrado pela história e tradição.

Quais levantadoras podem surpreender na Superliga?

Hoje dá para falar da Juma, Naiane, Claudinha e Roberta.