De Gennaro para as líberos do BRASIL.

Bruno Voloch

22 Outubro 2018 | 10h43

As atuações da italiana De Gennaro no mundial do Japão foram de encher os olhos. Impecável, ganhou com inteira justiça o prêmio de melhor líbero do mundo.

Colocou japonesas e chinesas, especialistas na posição, no bolso.

Só que De Gennaro fez muito mais do que simplesmente passar e defender. A líbero inovou nos levantamentos, saiu da mesmice habitual da maioria e cansou de usar as centrais nos contra-ataques. Isso sem falar na precisão nas bolas colocadas para as atacantes.

Nem Malinova foi tão precisa.

Faltam adjetivos para definir De Gennaro que tem todas as características exigidas para exercer a função de líbero. Personalidade e habilidade que nos remetem aos tempos gloriosos de Fabizinha, essa sim, única.

Líder nata.

Hoje a realidade aponta para Suellen e Gabirú, segundo José Roberto Guimarães, o que teríamos de melhor.

Nesse caso, em tempos de tanta informatização, todos os técnicos brasileiros, sem exceção, deveriam solicitar aos seus respectivos estatísticos que editassem um DVD com os melhores momentos de De Gennaro no Japão.

Fica a sugestão.