De saída da Turquia, Gibbemeyer explica porque deixou seleção e diz: ‘Sempre foi um sonho jogar no BRASIL’

De saída da Turquia, Gibbemeyer explica porque deixou seleção e diz: ‘Sempre foi um sonho jogar no BRASIL’

Bruno Voloch

04 de maio de 2020 | 09h13

Lauren Gibbemeyer não tem pressa para definir o futuro.

O blog conversou com a jogadora norte-americana durante o fim de semana.

Muito simpática e atenciosa, Lauren, 31 anos, falou sobre os anos que passou na Turquia, na admiração por Natália, ex-companheira de Eczacibasi, e das temporadas no Japão e principalmente na Itália.

A central confessa ‘que sempre foi um sonho jogar no BRASIL’.

Perguntada sobre a saída da seleção, Lauren foi direta e deixou claro que foi opção própria depois de um incidente particular e que não estava de acordo com os valores colocados em prática.

A frustração em relação ao adiamento da Olimpíada, segundo ela, foi natural.

Inevitável. A jogadora disse que a saúde é e será sempre prioridade. Lauren inclusive disse que pessoas próximas foram contaminadas pelo coronavírus.

Por que você não renovou seu contrato na Turquia?

Depois de jogar duas temporadas aqui em Istambul, eu senti que era hora de passar para o próximo desafio. Não importa o que aconteça, sempre serei fã do clube e das pessoas maravilhosas que trabalham tanto para torná-lo um dos melhores clubes do mundo.

Como foram as duas temporadas no Eczacibasi?

Foi uma grande honra e um imenso prazer ter jogador duas temporadas no Eczacibasi. O clube é muito profissional e realmente me fez sentir como se eu fizesse parte da família deles desde o início.

Você jogou com Natalia. O que você pode dizer sobre ela?

Sou muito grata por ter tido a chance de jogar ao lado da Natalia. Ela é uma maravilhosa companheira de equipe, amiga e vencedora. O profissionalismo em pessoa. A vontade de dar o melhor de si pela equipe é o que eu mais admiro nela.

É verdade que você desistiu de jogar pela seleção?

Depois de um incidente particular que não estava de acordo com meus valores, eu decidi que era a decisão certa para mim me afastar do programa dos Estados Unidos.

O que você pensa sobre o futuro? O Brasil seria uma opção?

Neste momento, ainda não tenho certeza de como será o meu futuro. Acredito que há muita incerteza no mundo e, portanto, ainda não senti a necessidade nem a pressão de decidir. Sempre foi um sonho meu jogar vôlei no Brasil, e no momento, nada está fora da mesa.

Como foram suas experiências na Itália e no Japão?

O Japão foi uma experiência de aprendizado maravilhosa e que eu sempre vou valorizar. Foi a minha primeira temporada profissional e a primeira vez que estive longe da minha família. O Japão é um país incrível e eu tive muita sorte de ter jogado lá.
Ao longo dos anos, passei mais tempo na Itália do que no meu próprio país e, por isso, me sinto realmente em casa. Não só fui capaz de jogar em uma das ligas de vôlei mais competitivas, como também pude aprender a língua e construir relacionamentos que terei para sempre.

Você achou certo cancelar as Olimpíadas?

Apesar da decepção óbvia de todos ao saberem que as Olimpíadas serão adiadas, acredito que foi a decisão correta. A saúde das pessoas precisa ser a prioridade neste momento e espero que as coisas estejam sob controle até o próximo ano para que as Olimpíadas possam ser realizadas com sucesso em 2021.

Como está a situação na sua cidade com o coronavírus?

Neste momento, meu estado (Saint Paul, Minnesota) está indo melhor que alguns outros e pessoas que estão muito próximas a mim já foram afetadas por este vírus. Felizmente todas elas se recuperaram, mas espero que possamos nos manter fortes nesta luta e seguir as diretrizes para limitar ao máximo o impacto em outras vidas.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.