Depois da casa arrombada, cadeado à porta

Depois da casa arrombada, cadeado à porta

Bruno Voloch

31 de outubro de 2020 | 11h38

O que começa errado, termina errado.

Era questão de tempo.

A notícia da demissão de Anderson Rodrigues não surpreende. Bauru foi enganado e jogou dinheiro fora durante 3 temporadas, período que o time esteve sob comando do técnico.

Uma contratação precipitada e que nunca poderia dar certo.

Discípulo de Bernardinho e a da ultrapassada ‘geração guarda-chuva’. Segundo consta, já fazia parte do esquema que (ainda) articula assumir a seleção feminina em 2021. Não sozinho.

Só que Anderson não é do ramo.

Profissional que perdeu o respeito e a chance de dar certo no esporte desde quando mandou suas jogadoras entregarem uma partida na época que era técnico de Brasília contra São Caetano.

Perdeu. Só que perdeu junto moral e credibilidade.

E Bauru, coitado, deu crédito. Acreditou no projeto. Doce ilusão.

Os insucessos e fracassos são de responsabilidade de Anderson, mas os dirigentes do clube, ou do Sesi, ninguém entende quem manda, não estão isentos. São coniventes, afinal assistiram tudo passivamente.

Bauru, sob comando dele, nunca foi time. E nunca seria.

O pior cego é aquele que se recusa a enxergar o que sabe estar nítido diante de si. E o pior burro é o que não quer aprender.

Bauru não aprendeu.

 

 

 

 

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