Desafio do Cruzeiro é ser tetra invicto. Questão é saber quem será o vice.

Desafio do Cruzeiro é ser tetra invicto. Questão é saber quem será o vice.

Bruno Voloch

26 Outubro 2016 | 08h29

Juiz de Fora e Campinas abrem a temporada 2016/17 da Superliga masculina. Pouca coisa mudou. O regulamento é o mesmo de sempre com o cansativo turno e returno se classificando os 8 melhores para os playoffs.

A boa notícia é que as quartas de final e as semifinais serão em 5 jogos. A final em jogo único é lamentável.

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Cada clube porém tem a confederação que merece. Ser conivente tem um preço.

O Cruzeiro será novamente campeão. Aliás, tetracampeão. O maior desafio do clube mineiro é tentar ganhar o campeonato sem perder nenhum jogo. Não duvido que consiga tamanha a superioridade do Cruzeiro. É pule de 10. Sem medo de errar.

A questão é saber quem será o vice. Taubaté, Sesi ou Campinas. Não sai disso. Um dos 3 estará na decisão e ficará com o segundo lugar.

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Taubaté, reforçado de Wallace, é o mais credenciado no papel. A conquista do tricampeonato estadual dá moral para Superliga. Rapha, levantador, pode fazer a diferença.

O Sesi trouxe Bruno e Lucão. Gastou muito e parece que não será suficiente. O time segue capenga com o cansado Murilo na ponta e a perda de Sidão pode pesar no meio. Marcos Pacheco precisa torcer pela volta do central para os playoffs. Com Sidão o Sesi ganha consistência no meio e força na rede. Théo mostrou que não segura na saída. Serginho ainda é disparado o melhor líbero do BRASIL. Mesmo com 4 campeões olímpicos é no máximo a terceira força.

Campinas dificilmente repetirá o aproveitamento da temporada passada quando foi vice-campeão. É a quarta força e corre por fora. Precisa evitar o cruzamento com o Cruzeiro nas semifinais. A principal e solitária estrela é Maurício Souza. O técnico Horácio Dileo terá que fazer milagre para estar na decisão.

Minas e Montes Claros, em tese, surgem como favoritos para estarem nos playoffs. Qualquer resultado diferente disso será zebra.

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Daí para trás tudo pode acontecer e a tendência é um perde e ganha sem fim entre Canoas, Bento Gonçalves, Maringá, Juiz de Fora e São Bernardo. Seria precipitado fazer qualquer previsão entre esses 5.

Caramuru entra para não ser o último colocado. Não creio que escape.