Diferença abissal

Diferença abissal

Bruno Voloch

01 Outubro 2018 | 10h02

Vencer a Sérvia era algo improvável, especialmente pelo que o BRASIL (não) apresentou durante a temporada. O resultado natural seria a derrota.

E ela veio.

A forma como a seleção perdeu, sem ver a cor da bola, é que preocupa. O BRASIL ficou devendo e muito no primeiro teste para valer no mundial.

Uma diferença assustadora e jamais vista antes entre as duas seleções.

Foi um 3 a 0 daqueles. E olha que poderia ter sido pior se a Sérvia não tivesse errado tanto. A sensação que ficou é que de um lado tinha um time pronto e do outro um em formação.

Tomara.

Boskovic fez o triplo de pontos de Tandara e ambas, teoricamente, exercem a mesma função. Rasic, sozinha, bloqueou mais que toda seleção brasileira junta.

Aliás, por falar em centrais, não dá para entender porque tanto revezamento no meio. Carol foi titular nos primeiros jogos, saiu e hoje sequer entrou. O ideal seria deixar Thaísa jogar o máximo possível para chegar ao final 6 inteira ao lado de Bia. Curiosamente quem atuou como titular foi Adenízia que ficou devendo novamente, foi facilmente envolvida e em dois sets marcou 1 mísero ponto de bloqueio.

Não dá.

O que serve de alento é o fato da derrota não ameaçar a classificação para o final 6. O resultado faz o BRASIL chegar em Nagoya como segundo colocado.

Antes a seleção brasileira terá dois ‘amistosos’ contra Quênia e Cazaquistão, jogos que não irão ajudar em nada e colaboram para esconder o verdadeiro estágio desse time.