Diga não para o egoísmo, justificável, de Fabizinha.

Diga não para o egoísmo, justificável, de Fabizinha.

Bruno Voloch

20 de abril de 2018 | 10h21

Corre nos bastidores a notícia de que a líbero Fabizinha pode abandonar o esporte no domingo.

O segundo jogo entre Praia e Rio seria o último oficial da jogadora.

Tomara que não. Tomara que Fabizinha reveja seus conceitos, planejamento, repense o futuro e continue jogando mais algumas temporadas.

Não é de hoje que ela tem feito a diferença para o Rio. Dá para afirmar categoricamente que o time ganhou algumas edições da Superliga por causa do talento dela.

A seleção não encontrou nenhuma substituta e não creio que encontrará tão cedo. Fabizinha cresceu. Não era unanimidade antes dos jogos olímpicos de Pequim em 2008.

Durante esse período entendeu, em parte, as críticas, leu o outro lado, amadureceu e respondeu. Passou a ser unanimidade e reconhecida merecidamente.

Quem não enxergava assim, teve que se render.

É uma espécie de Serginho entre as mulheres.

Não tenho duvida que estaria lá até hoje caso não tivesse optado em não jogar mais pela seleção. Não sou eu que escrevo. Basta perguntar ao técnico José Roberto Guimarães.

A gente fala em egoísmo evidentemente em tom de brincadeira. É porque de fato Fabizinha deixará uma lacuna difícil de ser preenchida. Não deveria nos privar de vê-la ainda em ação.

Dá para se organizar e se dividir entre treinos, jogos e palestras. Os compromissos com a televisão não são pontuais.

Mas enfim, ninguém melhor que ela, aos 38 anos, para avaliar seus limites.

Se ela assim decidir, terá deixado um legado acima da média, vai servir de inspiração e será sempre lembrada como ‘dona’ da posição.

Bernardinho vai sofrer na pele para arrumar outra parecida, porque igual nem pensar.

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