Douglas Souza inverte os papéis e Lipe, metido a valentão, passa do ponto contra o Canadá.

Douglas Souza inverte os papéis e Lipe, metido a valentão, passa do ponto contra o Canadá.

Bruno Voloch

17 de setembro de 2018 | 19h47

Os mais experientes deveriam dar o exemplo na seleção. Servir como espelho para aqueles que estão chegando e os mais jovens, caso de Douglas Souza.

O comportamento de Lipe no segundo set contra o Canadá foi vergonhoso.

Atitude reprovável e deselegante para um atleta campeão olímpico. Lipe passou de todos os limites ao segurar o adversário pelo pescoço do outro lado rede. Sorte dele que Jaafar Ebrahim Ali se mostrou um autêntico banana.

O primeiro árbitro viu a quadra ser invadida por membros da comissão técnica do BRASIL, numa cena hilária com um dos assistentes medindo no máximo 1 metro e meio dando uma de valentão, e na sequência deu apenas cartão amarelo para Lipe, quando no mínimo deveria ter excluído o brasileiro do set.

E sobrou até para o capitão Bruno que foi xingado e levou uma bela enquadrada de Lipe no fim do terceiro set.

Papel bonito e surpreendente protagonizou Douglas Souza.

Finalmente uma atuação digna, segura e irretocável. Douglas foi disparado o melhor em quadra na vitória por 3 a 1.

O resultado, combinado com a ajuda da Holanda, e a possibilidade ainda de passar em primeiro seriam suficientes para devolver a tranquilidade e dar segurança ao time.

Mas não.

O que se vê, após o episódio envolvendo o apoio público para Bolsonaro, é um grupo instável emocionalmente e sem comando. De fora para dentro e de dentro para fora.

 

 

 

 

 

 

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