É muito mais do que simplesmente ‘Tandaradependência’.

É muito mais do que simplesmente ‘Tandaradependência’.

Bruno Voloch

06 Junho 2018 | 08h39

Dessa vez não teve jeito. Se contra a China o BRASIL escapou, sabe-se lá como, diante dos Estados Unidos a previsível derrota se confirmou.

O resultado negativo contra as norte-americanas, 3 a 1, comprovou que a seleção brasileira depende muito mais do que imagina de Tandara. Se com ela em quadra as coisas já seriam complicadas, assim como na véspera, que dirá sem a jogadora.

Era preciso ser muito otimista mesmo para achar que Monique iria resolver.

Claro que não.

A oposta do Rio recebeu 21 bolas e rodou 4, aproveitamento de 19%. Até Rosamaria, coitada, reapareceu e entrou na maior fria. O cenário permaneceu inalterado.

Quem entrou bem foi Carol, melhor atacante do BRASIL e aquela com melhor aproveitamento. Superior inclusive aos números de Amanda (sic) que deu os prejuízos básicos no passe, se virou na frente (44%) e segue intocável.

Hoje até deu para entender porque Amanda não saiu. Primeiro porque Gabizinha não voltaria, segundo porque Drussyla já estava em quadra e terceiro porque Rosa acabou sendo usada como oposta. Mas que ninguém se iluda.

Será assim até o fim da VNL.

Mas nem tudo está perdido e a esperança é que as coisas mudem até o mundial do Japão.

Agora, uma coisa é ser obrigado a assistir Amanda como titular, outra é ver Tandara no banco. Não tem cabimento. Não com as opções que hoje José Roberto Guimarães dispõe.

Se a ideia do treinador era testar as duas, o mais lógico seria esperar uma semana e usar Monique e Rosamaria contra as babas Bélgica e Tailândia.

Pelo que se tem falado dos Estados Unidos, admito que esperava muito mais. É um time relativamente renovado mas que chama atenção pela velocidade e versatilidade. Longe de ser imbatível.

Contra o BRASIL, Lauren Gibbemeyer foi a melhor jogadora em quadra.