Esforço louvável e revés preocupante em Montreux.

Esforço louvável e revés preocupante em Montreux.

Bruno Voloch

06 Setembro 2018 | 07h49

Não seria nenhuma tragédia perder para a Polônia. Acontece que essa mesma Polônia, que fez 3 a 2 no BRASIL, sequer se classificou para o Mundial do Japão, onde o blog estará em outubro.

O ideal, especialmente para o atual momento dessa seleção, é vencer, ganhar confiança e tentar recuperar a credibilidade arranhada após a disputa da VNL.

Não deu, paciência.

O revés em Montreux deixa evidente que ainda existe muita coisa para ser ajustada. O passe é hoje o pior fundamento da seleção brasileira.

Mas dá para tirar ainda assim algo de positivo na derrota para a Polônia.

A comissão técnica foi coerente, manteve a base e o planejamento inicial. O trabalho com Garay, semelhante ao processo que passou Gabizinha, é um bom exemplo.

Só que os problemas físicos com parte do elenco obrigam José Roberto Guimarães a ser cauteloso, talvez por isso, e só por isso, Thaísa tenha sido poupada. Nada mais poderia explicar a entrada de Adenízia.

É bom poder constatar a recuperação de Drussyla, assim como Rosamaria, que parece mais leve atuando como oposta. Pode ser esse o caminho como reserva natural de Tandara.

Por fim, não dá para deixar de registrar a patética paralisação do jogo por mais de 5 minutos no tie-break quando Amanda, sempre ela, entrou para sacar.

Onur Hosnut, da Turquia, fez de tudo para nos privar dessa cena. Não conseguiu. Fica no entanto registrado o esforço do segundo árbitro.