Euforia compreensível e exagerada.

Bruno Voloch

29 Outubro 2018 | 09h59

O jejum da seleção adulta e a falta de títulos nas categorias de base explicam em parte a comemoração acima da média da seleção brasileira sub-21 após a conquista do sul-americano da categoria no fim de semana.

Nada porém que justifique tamanha euforia.

O BRASIL conseguiu a façanha de perder a hegemonia no continente, algo inimaginável no começo do século, quando perdeu o campeonato para essa mesma Argentina em 2016.

Recuperar o título portanto era obrigação e é bom separar as coisas.

A sensação de alívio é compreensível.

Só que deixando o patriotismo de lado e pensando grande, a questão vai além da medalha de ouro. Nem todos irão vingar, algo natural.

O BRASIL tem uma penca de eternas promessas espalhadas pelo país afora. A questão é saber se essa geração que está chegando tem mesmo potencial. Um sul-americano, apesar da seca, diz pouco.

Muita calma nessa hora.