Ex-técnico da base desmente Vedacit/Guarulhos: ‘Brincar com o sonho dos meninos é um absurdo’

Ex-técnico da base desmente Vedacit/Guarulhos: ‘Brincar com o sonho dos meninos é um absurdo’

Bruno Voloch

05 de agosto de 2020 | 09h48

Os responsáveis pelo Vôlei/Guarulhos se calam.

A Vedacit, patrocinadora, idem.

Os envolvidos não.

O blog recebeu contato de Wagner Santos, 38 anos, e que também deixou Ibirapuera para trabalhar no Vôlei/Guarulhos. Ele confirma o que foi dito pelos atletas. Versão que não bate com a do clube e da empresa:

‘Eles sequer esperaram o Estado divulgar os protocolos para retorno. Em maio, já dispensaram todos. Os pais estão bastante revoltados, assim como eu. Já estou no vôlei há muito tempo e brincar com sonhos dos meninos é um absurdo. Não volto mais’.

Wagner lembre que o ex-time, apesar das dificuldades, sempre honrou os compromissos:

‘Estive em uma jornada difícil em nosso clube anterior (Ibirapuera) com dificuldades financeiras mas terminamos todos os anos cumprindo com o combinado. Hoje muitos atletas que jogaram conosco estão na Superliga’.

O blog apurou que o responsável pelo projeto do Ibirapuera era Leonídio Pasquali, ex-jogador da seleção brasileira e medalha de prata em Los Angeles 84.

‘É uma pessoa especial, que ama e sabe fazer voleibol’.

Léo mora atualmente nos Estados Unidos.

Wagner conta que a rotina era a mesma no antigo clube até que Guarulhos se manifestou procurando jogadores já que precisavam da base e da estrutura para a Superliga C:

‘Quando tivemos que sair do Ibirapuera por conta da ‘concessão’, Guarulhos nos procurou para jogar a Superliga C. Necessitavam da base e montar um time forte para o sub-19 e sub-21. E agora isso tudo?’

A Vedacit era patrocinadora da base.

‘A desculpa é a pandemia mas dispensaram antes de qualquer clube, porém as contratações do adulto continuaram. O ginásio de treinamento é o mesmo para todos. Se tem protocolo para uma equipe, poderia ter para todos’.

Wagner lamenta a decepção dos juvenis e enaltece o esforço dos pais:

‘Atletas vieram de longe, os pais fizeram empréstimo para pagar passagem para São Paulo. Tem atleta com início de depressão porque podiam ter ido para outro lugar. São atletas de qualidade que tiveram propostas e deram preferência para Guarulhos porque estavam comigo no Ibirapuera’.

O blog fez contato com Anderson Marsili, gestor de Guarulhos, mas não obteve retorno.

A Vedacit, procurada, ainda não retornou.

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