Fabíola: ‘Se depender de mim, eu volto. Seleção faz parte dos meus planos’.

Fabíola: ‘Se depender de mim, eu volto. Seleção faz parte dos meus planos’.

Bruno Voloch

12 Agosto 2015 | 09h08

Boa notícia para José Roberto Guimarães.

Se depender da levantadora Fabíola, ela está à disposição da comissão técnica para jogar pela seleção brasileira.

O blog aproveitou os últimos dias de férias da jogadora no BRASIL e conversou com a atleta do Dínamo Krasnodar, da Rússia.

Fabíola, sincera e objetiva como de hábito, voltou a dizer que a dispensa era muito necessária para resolver problemas pessoais. Admite que o período junto com a família foi fundamental para dar sequência a carreira.

A levantadora falou da filosofia usada pela seleção em 2015, dos títulos dos Estados Unidos, da decisão de ficar na Rússia e deixou claro que está ‘renovada’ para mais uma temporada.

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O que você achou da decisão da comissão técnica de testar novas levantadoras em 2015?

Achei correta a filosofia usada pela comissão. Eles conseguiram analisar jovens levantadoras que estão se destacado e realizando bons trabalhos em seus respectivos clubes. Com certeza o objetivo da comissão de dar oportunidade e analisar cada uma foi cumprido .

Alguma em particular chamou atenção?

Olha, não pude ver todos os jogos. O que eu digo é que se foram chamadas é porque certamente apresentaram virtudes por onde trabalharam e foram merecedoras.

Seleção ainda faz parte dos seus planos? Você volta?

Sim, eu volto. Seleção brasileira faz parte dos meus planos. É lógico que uma convocação vai ser consequência do meu trabalho no clube. Agora ser convocada não depende só de mim e sim do Zé Roberto e da comissão.

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Por que essa pausa era tão importante para você? A dispensa era mesmo necessária?

É simples. Sou um ser humano. Passei muitos meses fora do Brasil e jogar lá fora é muito difícil e desgastante. Precisava desse período junto com a minha família. Foi maravilho e muito importante em todos os aspectos. A dispensa era necessária porque precisei resolver problemas pessoais e isso requer tempo. Por isso não tive outra alternativa. Tenho certeza que fui bem compreendida por todos os integrantes da comissão.

O que você achou do desempenho dos Estados Unidos que ganharam todas as competições importantes disputadas em 2015?

A seleção dos Estados Unidos evolui muito a cada ano e cada campeonato. Uma equipe que tem o conjunto muito forte e nos surpreende com tantas caras novas. Mereceram os títulos pois  fizeram um excelente trabalho nas duas seleções.

Você conhece hoje a Rússia como ninguém. Essa seleção, prata no Grand Prix, pode dar trabalho?

Certamente. A Rússia também evoluiu. É uma grande equipe com excelentes jogadoras. No Grand Prix mostrou uma grande evolução principalmente na defesa e contra-ataque. Vai dar muito trabalho.

E como foi jogar o campeonato russo? Você se sentiu bem?

Gostei da experiência. É um campeonato muito forte, gosto do clube e temos uma ótima estrutura. Estou plenamente adaptada.

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Você foi muito elogiada pela mídia local e assediada após o campeonato. Não surgiram propostas?

Sim. Eu eu tive propostas de times da Europa e do BRASIL, mas optei por ficar mais um ano no Dínamo Krasnodar.

Quando você viaja e o que espera da próxima temporada?

Viajo em setembro. Espero que seja uma temporada de conquistas e muito trabalho. Sei que será mais difícil, mas vamos trabalhar muito e lutar pra cumprir cada objetivo traçado pelo clube.

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Como está a cabeça da Fabíola?

Digo que estou muito feliz por ter tido esse período de descanso junto com a família depois de tanto tempo longe de todos e do meu país. Agora bola pra frente, trabalhar e me dedicar para mais uma temporada forte e competitiva na Rússia.