Final natural em Gramado

Final natural em Gramado

Bruno Voloch

02 de fevereiro de 2019 | 08h59

Chegaram os dois melhores.

Praia Clube e Minas, cada um a seu estilo, mostraram porque lideram a Superliga com folga, provaram que são os principais times do país na atualidade e vão decidir pela primeira vez a Copa Brasil, título inédito para ambos.

Gramado viu na preliminar o valente e desorganizado Bauru, dessa vez com Gabi e Tifanny de pontas, resistir muito mais do que se esperava ao perder apenas no tie-break para o Praia.

História que poderia ter sido repetida no jogo de fundo caso Osasco não tivesse sido tão inconstante no primeiro set quando abriu ótima vantagem contra o Minas.

O entra e sai interminável de jogadoras promovido pelo técnico de Bauru contribui negativamente na evolução de um time que não suporta pressão e é frágil emocionalmente. Bauru jogou fora uma enorme oportunidade de vencer um Praia visivelmente limitado fisicamente e que ganhou na camisa e nos valores individuais.

Atual campeão, Osasco foi além do que se esperava. Equilibrou boa parte da partida, pecou nas pontas e não resistiu a maior categoria do favorito Minas. Jogo curiosamente nivelado por baixo, nervoso, marcado pelos erros, inclusive da arbitragem, mas sem influência no resultado.

A diferença técnica gritante nas pontas com Natália e Gabi, infinitamente superiores a Mari Paraíba e Leyva, essa continua devendo, foi um dos fatores de desequilíbrio.

O aproveitamento de Carol Gattaz na rede e no ataque acabariam também sendo determinantes também para a vitória do Minas por 3 a 1.

Final justíssima e merecida para Minas e Praia.