Haja humildade: ‘Não me considero melhor que ninguém e não ganho nada sozinha’, diz Ting Zhu.

Haja humildade: ‘Não me considero melhor que ninguém e não ganho nada sozinha’, diz Ting Zhu.

Bruno Voloch

12 de setembro de 2017 | 09h43

Nagoya, Japão.

O contato foi rápido. Rendeu até uma foto no domingo passado. E na quadra.

Maior nome do vôlei mundial, Ting Zhu respondeu rapidamente, curta, e sem ser grossa, 3 perguntas ainda quando quando comemorava a conquista da Copa dos Campeões.

Peguntada se o título apagava a frustração de não ter chegado nem ao pódio em Nanjing, dentro de casa no Grand Prix, Zhu disse:

‘Temos que respeitar aqueles que nos vencem também. Mas não existe frustração. Não temos essa mentalidade na China. Treinamos sempre para ganhar de todos os adversários. E eles também, penso eu’.

E como é carregar o status de melhor jogadora do mundo?

‘Você que diz isso’, diz Zhu.

Prontamente preciso rebater: ‘Eu e muita gente, inclusive os técnicos que estão aqui em Nagoya. E não é?’

‘É sua opinião. Respeito. Não me considero melhor que ninguém. O vôlei é um esporte coletivo. Posso as vezes ajudar mais e ser a principal pontuadora porque recebo mais bolas. Só que não ganho nada sem a ajuda delas ali (Zhu aponta para as jogadoras) e da comissão técnica’.

Quando ela estava quase saindo faço a última e pergunto quantos troféus de MVP ela tem em casa. Zhu fala:

‘É o primeiro. Nunca tinha recebido o prêmio aqui em Nagoya e valendo pela Copa dos Campeões’, diz rindo.

E ela tem razão.

 

 

 

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