Histórico de lesões e coincidências desafiam o acaso no Praia Clube

Histórico de lesões e coincidências desafiam o acaso no Praia Clube

Bruno Voloch

22 de fevereiro de 2020 | 08h35

A maioria das pessoas tende a desconfiar de coincidências.

No Praia Clube não deveria ser assim. É estranho que a mesma história se repita toda temporada. O time mineiro é o que mais sofre com lesões.

Fernanda Garay não jogou 100% o sul-americano. Pri Daroit idem, ambas com problemas musculares. Isso sem contar com Fawcett que ainda se recupera de um problema no tornozelo, nesse caso fatalidade já que a norte-americana pisou no pé de uma companheira e torceu.

Não custa lembrar que o Praia recebeu Monique lesionada do Rio. Ou alguém esquece quanto tempo a jogadora demorou para entrar em quadra?

E Suelen no início da temporada? As costas de Carol?

Claudinha é outra que teve que ficar parada quando retornou ao clube após passagem rápida por Osasco.

O cenário não justifica de forma alguma a perda do sul-americano, afinal o elenco do Praia é disparado o melhor do BRASIL. O cenário porém, não tem como negar, interfere no resultado final.

Há 2 anos o clube escondeu a grave lesão de Fabiana. A alegação na época era que se tratava de uma ‘simples fascite plantar’, informação desmentida pelo blog. O caso era bem mais sério. A falta de confiança foi tamanha que a jogadora procurou o médico e o fisioterapeuta da seleção brasileira para ser diagnosticada com segurança e fazer o tratamento adequado.

Uma humilhação pública para os profissionais do Praia. Os responsáveis, claro, se calaram.

Fawcett seria pivô de outra polêmica quando o clube, esbanjando falta de profissionalismo, escondeu a lesão que a atleta tinha na panturrilha.

O caso de Fran, para não passar em branco, foi outra fatalidade, quando em janeiro do ano passado rompeu o ligamento do joelho e perdeu a temporada.

Não é comum.

Não poder ser normal para um clube da grandeza do Praia viver com tantas jogadoras lesionadas e demorar para recuperá-las. Não é preciso ser nenhum expert no assunto para concluir que existe alguma coisa errada no dia a dia.

O tema já deveria ter sido investigado pelos responsáveis.

Investigado e cobrado.

Já passou da hora. Não dá para acreditar numa simples linha cruzada entre preparador físico e departamento médico.

Aliás, a sensação é que o Praia não tem departamento médico e sim uma equipe de farmacêuticos.

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