Hoje 100%, Kosheleva vê volta à seleção para Olimpíada e revela: ‘Minha lesão pedia tempo de recuperação’.

Hoje 100%, Kosheleva vê volta à seleção para Olimpíada e revela: ‘Minha lesão pedia tempo de recuperação’.

Bruno Voloch

02 de junho de 2020 | 09h39

O blog conversou com Tatiana Kosheleva.

A jogadora russa cumpre quarentena ao lado da família na Europa.

A atleta revelou como conviveu com as lesões na carreira, das sucessivas trocas de comando na seleção e que acredita que a Rússia virá forte para a Olimpíada em 2021. E com ela em quadra.

Nessa conversa, Kosheleva falou da passagem pelo BRASIL, admitiu que estava longe da forma física ideal, ‘nem 60%’, mas sonha em voltar ao país.

Kosheleva evitou abrir qual clube defenderá na próxima temporada. As negociações estão em andamento. Por fim, disse que o vôlei e o mundo nunca mais serão os mesmos depois da pandemia.

‘Acho que não só o mundo do voleibol, mas também cada um de nós nunca mais será o mesmo. Esta pandemia realmente mudou muito. Grandes mudanças estão acontecendo e nós temos que tentar ser corajosos e calmos. Mas este tempo livre de trabalho que temos agora podemos ver como um presente e uma chance de crescer. Todos estão lutando neste momento, mas somente com apoio, amor e vontade, podemos mudar esta situação mundial’.

Como está hoje a situação na Rússia?

‘A Rússia continua em quarentena, todos nós tentamos seguir as regras e respeitar uns aos outros, por isso tentamos ficar em casa o máximo possível’.

Por que você decidiu jogar e aceitar o convite do Rio em 2018?

‘Quero dizer que a oportunidade de jogar no Brasil me foi oferecida depois de uma grave lesão e quando o Rio, sob a direção do Bernardinho, fez a oferta eu senti no meu coração: preciso ir lá.

Como foi recebida?

‘Bernardinho disse: eu vou ajudá-la. Você vai ficar ainda melhor. Olha, não imagina como essas palavras foram importantes para mim. Eu sempre digo que o Rio foi uma bênção de Deus.

E o dia a dia sabendo que não estava 100%?

Eu estava muito apaixonada e determinada para voltar rapidamente e não percebi que minha lesão pedia tempo de recuperação. Claro, eu não estava 100% pronta, ou mesmo 60%. Era difícil para mim entender porque não podia pular tão alto quanto antes, porque era tão lenta, porque meu corpo não estava me ouvindo. Com o meu temperamento, não foi fácil aceitar esta situação. Quero agradecer a todos. Eu nunca senti tanto carinho.

E sobre o futuro?

Não posso prever para onde minha carreira vai me levar, mas vou dizer que no Rio, Brasil, ainda tenho muitos amigos e com certeza voltarei para abraçá-los.

Europa ou Ásia?

Meu futuro ainda não está claro. Eu tinha planos, mas por causa do vírus e toda essa situação de quarentena, meus planos mudaram. Tenho uma oferta em que estou pensando e vocês vão saber tudo em breve.

Seleção ainda está nos seus planos?

Importante dizer que eu não tenho jogado pela seleção apenas porque fisicamente não me sentia preparada para isso. Eu sempre digo, que amo a seleção e o tempo que passei lá. Agora estou preparada, aguardando o início do nosso trabalho. Acredito e espero que o sonho dos jogos olímpicos se torne realidade. Nossa equipe passou por um período difícil, uma mudança de gerações, minha lesão, substituição de treinadores. Tudo isso exigiu tempo, e agora, acredito que temos todos os recursos para atingir grandes objetivos.

Como superou tantas lesões na carreira?

Não tive um caminho fácil na minha carreira. Sofri muitas lesões, mas cada uma delas me proporcionou experiências preciosas, pessoas e profissionais incríveis. O amor pelo voleibol e a esperança me ajudaram.

 

 

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