Ingenuidade de Marco Aurélio e Guidetti ou malandragem de Paulo Coco e Lavarini?

Ingenuidade de Marco Aurélio e Guidetti ou malandragem de Paulo Coco e Lavarini?

Bruno Voloch

07 Dezembro 2018 | 09h14

Praia Clube e Minas usaram basicamente a mesma estratégia na China.

Os times brasileiros, já classificados, tiraram surpreendentemente o pé contra Eczacibasi e Vakifbank, pouparam as titulares e optaram em esconder o jogo para as semifinais.

Atitude discutível e perigosa, mas que deixa no ar uma autoconfiança poucas vezes registrada antes contra as equipes da Turquia.

O mais curioso é que Praia e Minas, pelo que mostraram quando encararam o jogo com seriedade, poderiam ter vencido suas respectivas partidas.

Mas não.

A postura de Praia e Minas evitou primeiro que os dois se cruzassem e ao mesmo tempo evitou que o BRASIL garantisse pelo menos um representante na final do mundial.

Marco Aurélio Motta e Giovanni Guidetti pensaram diferente.

Jogaram 90% com a força máxima. Seguraram uma ou outra jogadora, muito mais pelo que viram do outro lado da quadra, mas não da maneira acintosa como fizeram Paulo Coco e Lavarini.

Não chega a ser menosprezo, o que convenhamos soaria como absurdo. Mas fato é que Paulo Coco, esse descaradamente, e Lavarini, especialmente após a derrota no segundo set, escolheram seus adversários nas semifinais.