Insegurança de Renan e lesão de Lipe geram insatisfação na seleção às vésperas do Mundial.

Insegurança de Renan e lesão de Lipe geram insatisfação na seleção às vésperas do Mundial.

Bruno Voloch

22 Agosto 2018 | 08h34

É nítida e conhecida a insegurança de Renan Dal Zotto. Foi assim por onde passou. A história agora se repete no comando da seleção brasileira.

O blog apurou que nos bastidores o clima é de insatisfação e insegurança entre boa parte do grupo. No caso os ponteiros.

Tudo por causa da permanência de Lipe entre os convocados.

Renan, apesar de todos os riscos, continua insistindo na recuperação do atleta, visivelmente sem condição de jogo. Como se não bastasse, o técnico não tem passado confiança suficiente para os jogadores de ponta, aqueles que efetivamente terão que resolver no mundial.

A personalidade nunca foi o forte do atual comandante da seleção. Só que Lipe é campeão olímpico, tem prestígio e faz parte do Senado, liderado por Bruno, o que deixa Renan numa situação delicada.

Lipe, até onde o blog chegou, se confirmado entre os 14, irá ao Campeonato Mundial da Itália e Bulgária no sacrifício e longe das condições físicas ideais, afinal tem uma tendinite no cotovelo direito.

Um dos membros da comissão técnica, que pede descrição, elogia o esforço do jogador e disse ao blog que o atleta é constantemente poupado dos treinos e ainda sente muitas dores no cotovelo. ‘Treinar em dois períodos então é impossível para ele’, diz a fonte.

Renan fica numa sinuca de bico.

Se optar pelo corte de Lipe, o que é mais indicado e natural nessas circunstâncias, perde moral com Bruno e parte do Senado que carrega seus aliados no colo.

Por outro lado, se mantiver o jogador, chega para a competição com um a menos no grupo e deixa evidenciado que não confia nos demais ponteiros.

Se sobrar alguém, Rodriguinho deve ser a bola da vez.