João Rafael vai rindo, se divertindo no Rio e convencendo no Sesc.

João Rafael vai rindo, se divertindo no Rio e convencendo no Sesc.

Bruno Voloch

07 Novembro 2017 | 09h17

O Sesc tem dois campeões olímpicos no elenco: Maurício Souza e Mauricio Borges. É dirigido por Giovane Gávio que conquistou tudo com a camisa da seleção brasileira.

Só que é o ponta João Rafael, de 24 anos, que tem chamado atenção nesse início de Superliga. Foi o técnico que indicou a contratação do jogador pernambucano para o clube carioca.

João Rafael conversou com o blog.

Foto: Guilherme Cirino

Foram duas temporadas no Molfetta, da Itália. O sucesso na Europa chamou atenção de Renan dal Zotto. O treinador da seleção convocou João mas inexplicavelmente o atleta não teve oportunidade em 2017.

Mas há males que vem para o bem.

Se João mantiver o nível de suas atuações, vai obrigar Renan a mudar de comportamento, deixar a política de lado e rever seus conceitos.

Bom para a seleção.

Enquanto isso não acontece ele vai gastando a bola, curtindo o Rio e se divertindo em quadra.

Por que você optou em voltar para o BRASIL depois de duas temporadas na Itália?

Gosto bastante da Itália e da Superliga italiana também. Só que eu queria uma mudança momentânea e sempre tive vontade de morar no Rio de Janeiro. Sabia que o Sesc seria um grande projeto, conversei bastante com meu empresário e fomos em frente.

O que mudou no João dos tempos de Campinas e Minas?

Amadureci bastante. Como atleta evolui muito. Estava jogando contra melhores do mundo, jogando e aprendendo com eles. Fora da quadras tive que me virar com tudo e essa situação me forçou a crescer mentalmente sem perder a essência.

Até onde pode chegar o time do Sesc na Superliga?

A Superliga esse ano está muito equilibrada, mas acredito bastante no trabalho da nossa equipe, temos jogadores excelentes. Um grupo muito bom, todos em prol da equipe. Sabemos que só iremos alcançar nossas metas se formos juntos e estamos fazendo isso.  Temos totais condições. O time foi montado a dedo e a responsabilidade é gigantesca.

E a responsabilidade do João no time?

Sei que posso ajudar bastante na parte ofensiva e na liderança e trabalho pra não decepcioná-los.

Como está sendo morar no Rio e trabalhar com o Giovane?

O Rio é incrível, tem de tudo e para todos os gostos. O clima dessa cidade é ótimo, isso facilita até na vida profissional e estou bastante feliz aqui. Trabalhar com o Giovane é muito bom, como ele já foi um jogador de alto rendimento sabe bem como funcionam as coisas. Ele tem uma relação muito boa com os atletas o que facilita o diálogo e o trabalho.

Você foi chamado para a seleção em 2017 mas quase não teve oportunidade. Por que isso aconteceu?

Cheguei na seleção com o barco navegando, estavam se preparando para um campeonato importante e tinham que dar ritmo aos jogadores efetivos.

Dizem que você tem um estilo único dentro de quadra. Como explicar?

Sou um cara muito brincalhão, até nos treinamentos sou assim e gosto de levar as coisas levemente, sem me estressar muito. Levo o esporte como um jogo e como todos os jogos eu me divirto.