Salários atrasados, ameaças e alimentação do próprio bolso em Brasília

Salários atrasados, ameaças e alimentação do próprio bolso em Brasília

Bruno Voloch

12 de março de 2019 | 16h18

Brasília, o ‘penetra’ da Superliga, sai de cena em breve e com fama de caloteiro.

O blog apurou que o clube deve 3 meses de salários. O último foi pago no início de janeiro, referente ainda ao mês de dezembro de 2018.

Não existe previsão para que a situação seja regularizada. Rebaixado, o time faz na sexta-feira contra Osasco o último jogo da temporada.

Os contratos das jogadoras estarão em vigor até o fim de abril. Apesar disso a diretoria tem tomado algumas atitudes suspeitas que evidenciam a possibilidade dos valores vencidos e que vencerão não sejam pagos.

O blog tem informações que uma das atletas, Neneca, foi avisada que deverá deixar o hotel onde está hospedada no dia 24 de março, impreterivelmente.

Ao mesmo, sem pagar as jogadoras, dirigentes ameaçam as atletas e exigem que as mesmas façam as clínicas que servem de incentivo ao esporte e levam o nome dos patrocinadores.

O blog recebeu a denúncia que falta material para o dia a dia, o básico como esparadrapo, por exemplo. Não são poucas aquelas que pagam alimentação do próprio bolso repetindo o que aconteceu quando Brasília jogou o Campeonato Mineiro como convidado.

Algumas atletas pensaram até em abandonar o clube no meio da temporada mas acabaram convencidas do contrário pelos familiares.

Os responsáveis pelo vôlei, procurados pelo blog, não retornaram contato. O projeto foi idealizado na cidade pelas ex-atletas e medalhistas olímpicas, Leila e Ricarda Lima.

Leila, eleita senadora pelo DF, está afastada. Ricarda, até onde o blog chegou, deixou de responder as mensagens das jogadoras e desde janeiro não se pronuncia no grupo criado entre elas.