Lesionada, Suelle deixa seleção com ‘sonho olímpico vivo’.

Lesionada, Suelle deixa seleção com ‘sonho olímpico vivo’.

Bruno Voloch

08 de setembro de 2015 | 10h21

A seleção brasileira feminina já está na Holanda. O BRASIL irá fazer uma série de amistosos como preparação para o Campeonato Sul-Americano que será realizado no fim do mês na Colômbia.

Suelle, uma das novidades no grupo convocado em 2015, ficou de fora da viagem. Lesionada, a jogadora acabou cortada da seleção.

A atleta conversou com o blog.

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Suelle deixou claro que o sonho de jogar a Olimpíada do Rio continua de pé. Falou com maturidade sobre o período que ficou na seleção, das mudanças na vida pessoal e profissional e da responsabilidade que terá em defender as cores de Osasco na Superliga.

Como foi poder representar a seleção no ano de 2015?

Fiquei muito feliz após saber da minha convocação, creio que esse é o sonho de qualquer atleta. Estar na seleção brasileira adulta foi mais uma conquista que alcancei na minha carreira. É uma camisa única, com história, de peso e foi extremamente gratificante.

Qual a mensagem que você acha que pode deixar para a comissão técnica?

Na seleção as coisas são um pouco diferente, a cobrança física e psicológica é completamente outra da que vivemos nos clubes. Na seleção representamos uma nação, logo fui muito exigida e cobrada em todos os aspectos em um ambiente estritamente profissional. Creio que trago na bagagem uma experiência única que agregará muito na minha carreira, agradeço a todos pelos cuidados, atenção que recebi e tudo o que aprendi nesses quatro meses de convivência.

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Apesar da forte concorrência o sonho olímpico se mantém vivo?

Óbvio que sim. Esse é o maior sonho, jogar uma olimpíada. Reconheço que tenho e vou trabalhar muito para disputar uma vaga. Estou muito motivada para isso. Sim. O sonho está absolutamente vivo’.

Por tudo que você jogou no Sesi, a Suelle chega para Osasco como uma das referências do time. Você gosta dessa responsabilidade?

O aumento da responsabilidade nos tira da zona de conforto, faz o atleta crescer, tenho certeza que cheguei até aqui por méritos exclusivamente meus, trabalhei muito para isso acontecer, agora quero dar continuidade ao que vinha rendendo e crescer ainda mais, tenho certeza que estou no lugar certo. O tempo vai mostrar. Conto com o apoio da torcida que é inigualável.

Como você está fisicamente? Como será agora conciliar clube e seleção?

Me apresentei ao Osasco semana passada para tratar uma inflamação no bíceps, nada grave, porém esse desconforto  infelizmente resultou na minha dispensa da seleção. Agora o caminho será focar na minha recuperação e me dedicar totalmente ao meu novo clube. A Superliga começará daqui a dois meses e quero estar 100% fisicamente.

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O que mudou na sua vida pessoal e profissional após a convocação?

Posso falar agora que vivi na pele o que é estar na seleção, principalmente em relação ao lado pessoal. Você fica longe da família muito tempo e totalmente focado em uma rotina de muita concentração e treinos incessantes, nem consigo imaginar o que passaram e passam algumas atletas que estão lá há mais de dez anos. Acho que esse seja o caminho do sucesso. Foi bom ter contato com isso. Aprendi muito. Quanto ao profissional foi puro aprendizado. Fui  aplaudida, criticada, novas parcerias surgiram, fiz amigos e principalmente pude olhar mais pra mim, saber quais são meus limites e assim evoluir no que mais amo fazer na vida que é jogar voleibol.

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