Mal aproveitada, Arianne sai da ‘zona de conforto’ e será mais uma brasileira em Israel

Mal aproveitada, Arianne sai da ‘zona de conforto’ e será mais uma brasileira em Israel

Bruno Voloch

14 de agosto de 2019 | 08h28

Arianne Tolentino completará 30 anos em novembro.

E decidiu mudar. Cansou e resolveu sair da chamada ‘zona de conforto’. A jogadora passou os últimos 4 anos no Fluminense. Sem oportunidades e mal aproveitada pela comissão técnica, optou em buscar seu espaço fora do BRASIL.

Não está errada. Não é a primeira que sai do clube dessa forma.

Arianne será mais uma brasileira em Israel, país que abriu as portas e aos poucos vai investindo na modalidade. Ela irá atuar pelo Hapoel Kfar Saba Volleyball na cidade de Kfar Saba. Empolgada, a atleta conversou com o blog, falou dos motivos da mudança, expectativas e explicou a opção pelo país. Sincera, admite a frustração e confessa que poderia ter sido mais aproveitada no Fluminense.

Por que você decidiu deixar o BRASIL e jogar no exterior?

Dentre as oportunidades que apareceram, com a minha intenção de realmente jogar uma temporada e com a possibilidade de abrir outro mercado para os próximos anos, acabei optando por uma proposta financeiramente boa de uma equipe que participe de campeonatos na Europa.

Como foi a opção por Israel?

Não levei em consideração só o aspecto financeiro mas principalmente a visibilidade da equipe pelo fato de ter sido contratada para ser a primeira oposta do time. É muito bom ter esse tipo de reconhecimento partindo de uma equipe estrangeira que estudou e assistiu meus vídeos e principalmente meus jogos das últimas duas Superligas pelo Fluminense.

Por falar em Fluminense, você jogou 3 temporadas e nunca se firmou como titular. Você acha que poderia ter sido melhor aproveitada?

Na verdade foram 4 temporadas sendo uma Liga B e três Superligas. Na Liga B fui titular e capitã da equipe durante todo o campeonato e acesso. Já nas outras três temporadas acredito sim que deveria ter tido mais tempo de quadra, merecendo inclusive ter sido titular em algumas delas. Mas essa é uma decisão que cabe apenas a comissão técnica e essa diferença de opiniões foi um dos motivos que me fez buscar e abrir os olhos para o mercado lá fora.

Você não é a primeira brasileira que irá atuar em Israel. O que te chamou mais atenção e fez você aceitar a proposta?

Levei em consideração alguns aspectos como confiabilidade, estrutura e competitividade da equipe. Sem contar na oportunidade de conhecer e vivenciar uma cultura tão rica quanto a israelense. Todos os meus amigos e conhecidos que passaram por Israel foram muito elogiosos tanto para o país quanto para o voleibol.

A Arianne pretende seguir carreira fora do BRASIL ou volta em breve?

A minha intenção com a ida para fora do Brasil é ganhar visibilidade internacional para assim abrir portas em outros mercados, mas sem fechar as portas para o mercado nacional.

Como amante do esporte e jogadora, consegue explicar esse momento delicado que atravessa a seleção feminina?

É inegável que as dispensas, inclusive as médicas, pesaram e muito sobre a seleção, mas acredito que as dificuldades e os tropeços de agora vão servir de lições preciosas principalmente para Tóquio 2020. É muito difícil todos concordarem 100% com os nomes de uma convocação, mas com certeza todas as convocadas vão apresentar um voleibol de alto nível e representar bem o Brasil. Eu sempre vou torcer e muito por elas.

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