Medalha de ouro para o video challenge

Medalha de ouro para o video challenge

Bruno Voloch

23 Agosto 2016 | 08h15

Vitória da inovação. Vitória da coragem. Vitória da tecnologia. A Olimpíada do Rio ficará para sempre marcada pelo video challenge.

O sistema, criado pela FIVB, Federação Internacional de Vôlei, foi alvo de críticas no início. Hoje, pouco tempo depois, é um sucesso. Imprescindível ao jogo.

Giovanni Guidetti of the Netherlands during the challenge

A cena foi uma constante no Rio.

A chegada do video challenge deu uma emoção a mais para jogadores, treinadores e principalmente os torcedores. Uma simples, clara e decisiva imagem quando se trata de bloquear, toques, antena, rede e linhas.

O video challenge foi usado pela primeira vez no mundial de clubes em 2012. Na praia foi testado em 2015 e também serviu como evento-teste para a Olimpíada.

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Em conversa com Ary Graça, presidente da FIVB, durante a Olimpíada, o dirigente foi cirúrgico e resumiu com precisão o que representa a mudança:

‘A partir da chegada do video challenge os jogadores decidem as partidas e não os árbitros’.

Ponto.

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A FIVB foi além. Os árbitros utilizam tablets que ajudam a visualizar a composição das equipes e acompanhar os resultados, rotações, substituições e pedidos de tempo. A tecnologia chegou também aos bancos e assim funciona com os treinadores.

Outra medida interessante dos homens que comandam o vôlei mundial foi a extinção das paradas no oitavo e décimo sexto pontos. O jogo ficou mais corrido e rápido.

Ganham todos. O video challenge marca uma nova era no esporte. Veio para ficar.