Minas e Rio já estão lá; Praia e Osasco podem ter trabalho.

Minas e Rio já estão lá; Praia e Osasco podem ter trabalho.

Bruno Voloch

08 Março 2018 | 08h23

O discurso político dá o tom e é usado pela maioria envolvida nas quartas de final da Superliga Feminina. Fala-se em respeito ao adversário, que chegaram os melhores e que o playoff é outro campeonato. Nesse último caso, pode até ser.

O resto é pura balela e formalidade.

Minas e Rio já estão nas semifinais. Ambos irão passar sem sustos por Fluminense e Pinheiros, respectivamente.

Nenhum deles terá dificuldade. Diferente do que poderia se imaginar e até os números sugerem, o confronto entres Minas e Fluminense, terceiro e sexto, é o mais desequilibrado. O time carioca, sem Renatinha, será presa fácil.

No caso de Rio e Pinheiros, além da velha freguesia paulista, o Rio terá o sparring ideal.

Só Tifanny pode mudar o destino das quartas entre Bauru e Minas. A presença dela em quadra evita cravar que o Praia será semifinalista. Em condições normais, daria Praia. As esperanças de Bauru em fazer história estão nas mãos dela. Só dela.

Osasco e Barueri é o confronto mais equilibrado. Isso em tese. Embora Barueri tenha perdido os dois jogos durante a fase de classificação e a final do paulista, o time de José Roberto Guimarães tem outra cara daquela de novembro do ano passado.

É um time mais seguro e que joga diferente desde a entrada de Carli Lloyd. A levantadora norte-americana, superior a Fabíola,  mudou a maneira de Barueri jogar. A presença de Skowronska deu alternativa e equilíbrio ao ataque.

Osasco tem tradição, torcida e camisa. Isso conta?

Sim.

Pode ser o diferencial?

Claro.

Acontece que Osasco briga hoje com ele mesmo. É um time irregular que já se mostrou capaz de atropelar num fim de semana Rio e Praia e ganhar a Copa Brasil. Por outro lado empaca com Valinhos, São Caetano e Fluminense.

Não depender exclusivamente de Tandara, que caiu de rendimento e parece acima do peso, seria interessante. Mas para isso Leyva precisar se apresentar. A recepção, se funcionar, faz as centrais jogarem e facilita as coisas. Bia é outra que costuma crescer nos playoffs.

Osasco tem um grupo relativamente experiente e que não deve sentir a pressão de olhar e jogar contra o técnico da seleção, José Roberto Guimarães. As mais novinhas costumam encolher o braço nessas circunstâncias.