Na contramão do futebol, FIVB valoriza e anuncia ‘VAR’ na marcação de dois toques

Na contramão do futebol, FIVB valoriza e anuncia ‘VAR’ na marcação de dois toques

Bruno Voloch

10 de julho de 2019 | 07h50

Se no futebol o VAR continua causando polêmica e motivo de críticas, no vôlei não.

O video challenge é uma realidade e tem se mostrado fundamental a cada competição. Foi através do video challenge que os Estados Unidos confirmaram a conquista do bicampeonato da VNL. As câmeras flagraram o toque na antena de Carol que determinou o último ponto das norte-americanas.

Em entrevista ao site da FIVB, Federação Internacional de Vôlei, o presidente Ary Graça confirmou para breve mais uma função do video challenge:

‘Investimos em tecnologia todo o tempo. Dentro e fora de quadra. A tecnologia não se limita ao desafio, usamos em muitas outras coisas. Mas o próprio “desafio” pode evoluir. Agora mesmo ele vai ganhar mais uma função, vai passar a ser usado para a marcação de dois toques na bola’.

Ary Graça disse que o ‘VAR’ tem sido decisivo também no vôlei de praia como aconteceu no último fim de semana em Hamburgo, na Alemanha durante o campeonato mundial:

‘A estatística dos pedidos de desafio aponta que 40% dos pedidos são positivos, ou seja o reclamante tem razão, ou ainda, o ponto seria concedido de forma equivocada. Esse número é a média global, incluindo competições do masculino e feminino, na quadra e na praia, em Jogos Olímpicos, Campeonatos Mundiais e na Liga das Nações’.

Ary deixa claro que não é possível abrir mão de um recurso que o mundo moderno disponibiliza e afirma categoricamente que o olho humano não consegue mais acompanhar a velocidade do jogo. Perguntado sobre a resistência do VAR no futebol, o dirigente brasileiro deu sua versão:

‘Por alguns motivos. Em primeiro lugar, no futebol a tecnologia é usada para lances de interpretação. Em segundo lugar, não há a possibilidade da própria equipe pedir a participação do VAR, o que na minha opinião faz uma grande diferença. É muito importante dar às equipes a chance de verificar o que consideram um erro. Técnicos e jogadores saberem que podem recorrer à tecnologia no momento em que se sentem prejudicados é muito bom. Isso faz com que eles participem do processo e se sintam mais seguros’.

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