Não dá para perder da Argentina.

Não dá para perder da Argentina.

Bruno Voloch

17 Agosto 2016 | 09h57

A Argentina pode ter terminado em primeiro no grupo, venceu a Rússia, atual campeã olímpica, é dirigida pelo competente Julio Velasco, eleito melhor técnico do século, e conta com Facundo Conte em grande forma.

Ainda assim não é a favorita contra o BRASIL. Não é e nunca será. Pelo menos no vôlei.

Argentina celebrate

Apesar de ter terminado apenas na quarta colocação e garantido a vaga nas quartas de final contra a França na última partida, a obrigação é da vitória é toda da seleção brasileira.

O retrospecto é amplamente favorável ao BRASIL que só perdeu 3 vezes até hoje para a Argentina em partidas oficias. Tudo bem que uma dessas derrotas aconteceu nos jogos olímpicos de Sidney em 2000. O técnico na ocasião era Radamés Lattari o que explica em parte o motivo do fracasso.

Ainda tivemos 1988 e 1996, Seul e Atlanta.

Hoje a realidade é outra.

A geração de Facundo Conte, diferente do pai, é freguesa do BRASIL.

Luciano De Secco of Argentina

É inegável a evolução da seleção argentina sob comando de Velasco. O time por mais que esteja em ascensão é limitado. Além de Conte tem um ótimo levantador, De Cecco, e o regular central Sole. O líbero Gonzalez não é ruim. E pronto.

Falta experiência e tradição. O time sente demais a pressão e respeita o BRASIL.

Duvido muito que a Argentina sobreviva. A sensação é que já foram longe demais.